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Banco Central espera inadimplência maior e oferta de crédito mais baixa

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EDUARDO CUCOLO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A inadimplência nas operações de crédito deve manter a tendência de alta vista nos últimos meses, segundo o Banco Central. A instituição avalia, no entanto, que esses atrasos devem se manter em patamares relativamente baixos.
No crédito com recursos livres (sem subsídios), a inadimplência chegou a 5% em outubro, considerando pessoas físicas e jurídicas, maior percentual desde maio de 2013 (5,1%). Há um ano, a taxa era de 4,6%.
"É esperado algum crescimento da inadimplência, efeito da desaceleração do crédito e da queda na atividade econômica, com seus impactos sobre emprego e renda", afirmou o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha.
"A situação conjuntural hoje é mais desfavorável, mas temos uma taxa mais baixa que naquele momento [2013]. E os bancos têm sido mais criteriosos na concessão de crédito e continuam mais provisionados", disse.
Rocha afirmou também que o BC pode rever "ligeiramente para baixo" a projeção de crescimento do estoque de crédito neste ano. A estimativa atual do BC é um crescimento de 9%, menor variação desde 2003 (8,8%).
O estoque de crédito concedido pelo sistema financeiro a famílias e empresas encolheu 0,1% em outubro e alcançou em 12 meses expansão de 8,1%, abaixo da inflação de mais de 10% no período.
"Vemos em outubro uma continuidade da desaceleração do saldo de crédito. Há algum tempo, o saldo crescia em ritmo de dois dígitos. Agora está crescendo menos", disse Rocha.
Em relação ao mês passado, ele citou a depreciação cambial que contribuiu para reduzir o estoque de crédito das empresas em 0,5%, embora não tenha sido o único fator responsável pela retração, segundo o BC.
Houve também influência da greve dos bancários, entre os dia 6 e 23 de outubro, que segundo o BC impactou mais as concessões, tanto para pessoas físicas com jurídicas, do que o saldo total.
A média diária de concessões (liberação de novos empréstimos) recuou 2,7% no crédito livre e 11,3% no subsidiado, considerando tanto empresas como consumidores.

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