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Bolsa e dólar caem com China e cenário político brasileiro no radar

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O principal índice da Bolsa brasileira operava em queda nesta sexta-feira (27), influenciado pela perda das ações de grandes produtores de matérias-primas.
O movimento ocorria em meio a informações de que as autoridades regulatórias da China aprofundaram investigações de supostas violações das normas financeiras por corretoras naquele país.
No mercado de câmbio, o dólar tinha ligeira queda ante o real, devolvendo parte do ganho acumulado na semana. Os investidores seguiam cautelosos após a prisão do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), no âmbito da operação Lava Jato da Polícia Federal.
O governo vem se mobilizando para tentar evitar que o acontecimento impeça a aprovação da nova meta fiscal, que deve ser votada em sessão do Congresso Nacional na terça-feira (1º).
Às 12h35 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha desvalorização de 0,35%, para R$ 3,735 na venda. Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, caía 0,42%, para R$ 3,731. Entre as 24 principais moedas emergentes do mundo, o dólar cai somente sobre cinco, nesta sessão.
O Banco Central deu continuidade nesta sessão aos seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem. A operação, que equivale a uma venda futura de dólares, movimentou US$ 587,2 milhões.
No mercado de juros futuros, os principais contratos acompanhavam o cenário de alívio no câmbio e operavam perto da estabilidade na BM&FBovespa. O DI para janeiro de 2016 caía de 14,153% para 14,150%, enquanto o DI para janeiro de 2021 apontava taxa de 15,660%, ante 15,620% na sessão anterior.
AÇÕES EM QUEDA
O Ibovespa recuava 0,71% às 12h35, para 46.810 pontos. O volume financeiro girava em torno de R$ 800 milhões, influenciado negativamente pelo fechamento antecipado das Bolsas em Nova York nesta sessão por causa do feriado do Dia de Ações de Graças na véspera.
O comportamento do Ibovespa acompanhava a baixa registrada nos mercados acionários da Ásia nesta sexta, após a notícia de que as autoridades regulatórias da China aprofundaram investigações de supostas violações das normas financeiras por corretoras naquele país.
As ações preferenciais da Vale, mais negociadas e sem direito a voto, perdiam 2,12%, para R$ 11,51 cada um. Já as ordinárias, com direito a voto, tinham desvalorização de 2,53%, a R$ 13,83. A China é o principal destino das exportações da mineradora brasileira.
Também no vermelho, as ações preferenciais da Petrobras recuavam 1,76%, para R$ 7,78, enquanto as ordinárias tinham perda de 1,64%, a R$ 9,54. Os bancos, segmento com maior peso dentro do índice, também cediam, e ajudavam a sustentar a baixa do Ibovespa. Itaú, Bradesco e Banco do Brasil tombavam mais de 1% cada um.

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