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Caminhoneiros liberam trecho no Tocantins e protesto chega ao fim

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os protestos de caminhoneiros terminaram, após a liberação do único trecho bloqueado nesta sexta-feira (13), informou a PRF (Polícia Rodoviária Federal).
A rodovia BR-153, em Colinas do Tocantins (TO), estava interditada parcialmente, apenas para caminhões, mas os manifestantes liberaram o trecho por volta das 17h, de acordo com a PRF.
Nesta sexta não houve registro de interdição nas principais rodovias estaduais que foram atingidas por protestos nos dias anteriores.
O movimento, que chegou a paralisar estradas em ao menos 14 Estados no primeiro dia de manifestação, perdeu força depois que o governo federal publicou uma medida provisória que aumenta as multas e sanções para motoristas que obstruírem deliberadamente as rodovias do país.
No segundo dia de protestos foram registrados paralisações em ao menos dez Estados. No terceiro, em oito e nesta quinta (12), em três.
PROTESTOS
A categoria iniciou a greve nesta segunda (9) após não entrar em acordo com o governo federal em relação às suas reivindicações.
Um dos líderes do CNT (Comando Nacional dos Transportes), movimento que liderou protestos pelo país, Ivar Schmidt, disse que a continuação do movimento dependeria do apoio da população à sua pauta principal, a retirada da presidente Dilma Rousseff do governo.
Havia ainda reivindicações secundárias, como a redução do preço do óleo diesel, a criação do frete mínimo (este o governo reconhece que não conseguiu atender), salário unificado em todo o país e a liberação de crédito com juros subsidiados no valor de R$ 50 mil para transportadores autônomos.
O grupo também pediu ajuda federal para refinanciamento de dívidas de compra de seus veículos.
POSIÇÃO DO GOVERNO
O Planalto disse que atendeu a maior parte das reivindicações da categoria que, em abril, fez sua última paralisação do ano.
Questionado sobre a aprovação de medida provisória que aumentou as multas e sanções a motoristas que participem das interdições, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu o direito de manifestação, mas argumentou que "ninguém tem o direito de se manifestar trazendo prejuízo à sociedade", citando como exemplo a distribuição de alimentos e medicamentos pelo país.
MULTA MAIS ALTA
Atualmente, o Código Nacional de Trânsito prevê uma multa de R$ 1.915 para quem promover nas vias públicas competição, eventos organizados, exibição e demonstração de perícia sem permissão da autoridade de trânsito.
A atual punição será mantida, mas, no caso da obstrução deliberada com o uso veículo, o condutor será enquadrado em uma infração gravíssima e será aplicada uma multa de trânsito de R$ 5.746, podendo dobrar o valor para R$ 11.492 em caso de reincidência.




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