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Lançamento do iPhone em SP tem mais funcionários que interessados

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ISABEL SETA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os lançamentos de iPhones formam filas cada vez menores no Brasil. Nesta sexta-feira (13), faltavam cerca de dez minutos para se abrirem as portas da loja oficial da Apple em São Paulo, mas o momento parecia mais aguardado pelos funcionários da empresa que se aglomeravam no fundo do estabelecimento.
Do outro lado das portas de vidro, havia apenas três pessoas, algo que contrasta com o que acontece em outros países e também com o que já aconteceu em lançamentos anteriores da marca no Brasil.
O primeiro da fila, Marcos Tomazini, 36, vendeu seu antigo iPhone 6 por R$ 3.000 para dar lugar para o novo iPhone 6s -o aparelho custa a partir de R$ 3.999 na versão menor e com 16 Gbytes de memória.
Ele não parecia impressionado em ser um dos poucos ali: "Está R$ 4.000! Por isso que está vazio."
Apesar do preço, Marcos, que é engenheiro, optou por comprar o novo produto. "Para quem gosta da marca, é tipo uma seita, uma religião", diz.
Ele foi o primeiro a finalizar a compra, sendo aplaudido pelos funcionários da loja, mais numerosos (cerca de 20) que os clientes naquele momento. Ele levou um também para a mulher (que também vendeu seu smartphone de geração anterior para comprar o novo).
Um casal vindo de Sergipe foi atendido logo após Marcos. Maria Rita e Antonio estão em São Paulo para um congresso e mudaram a data da volta para casa para poder fazer a compra.
Estavam em busca de um iPhone 6s Plus com 128 Gbytes -o mais caro da linha, por R$ 4.899- para o filho, que não pôde vir por estar trabalhando e é um verdadeiro colecionador da Apple.
"O apelido do meu filho é iTony", conta a mãe, Maria Rita, 50, rindo. "Ele tem até o primeiro iPhone de todos."
Eram 9h58, apenas dois minutos antes de as portas se abrirem, e a fila do lado de fora ganhou mais corpo. Eram 13 pessoas, incluindo um assistente técnico que não ia comprar nenhum produto e estava lá apenas para conhecer o novo iPhone.
Marina Haj, 21, veio cedo "para garantir". O medo, aparentemente infundado, era de que os celulares logo acabassem.

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