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Petrobras se reúne com petroleiros, mas, sem acordo, greve continua

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LUCAS VETTORAZZO
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Petrobras se reuniu, nesta segunda-feira (9), com as duas federações de petroleiros que comandam a greve nacional da categoria que já dura dez dias. Não houve acordo e a paralisação continua.
Pela manhã, representantes da FUP (Federação Única dos Petroleiros), ligada a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e que reúne 13 sindicatos no país, tiveram uma reunião na sede da estatal, no centro do Rio.
Segundo o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, a estatal não apresentou contraproposta a uma série de demandas dos trabalhadores.
Em sua "Pauta pelo Brasil", a FUP pede, entre outras coisas, que a empresa suspenda o programa de venda de ativos, retome o ritmo das obras e conclua investimentos parados como o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) e contrate novamente os empregados que aderiram ao plano de demissão voluntária do ano passado. A FUP não está negociando reajuste salarial.
Em balanço divulgado nesta segunda, a federação alegou que a greve já afeta 11 refinarias e 58 plataformas de produção de petróleo. De acordo com a entidade, a produção da empresa teve uma perda de 400 mil barris nesta segunda.
Procurada, a Petrobras ainda não se manifestou. Na última sexta (6), a estatal havia informado que a produção tinha sofrido, naquele dia, corte de 115 mil barris. Um dia antes, a perda era de 127 mil. No último dia quatro, a perda calculada era de 140 mil barris, o equivalente a 6,5% da produção da empresa antes da greve.
A estatal reconheceu em comunicados anteriores que há casos de ocupação de instalações e controle da produção, "sem permissão para que as equipes de contingência atuem". A empresa informou que está "tomando as medidas judiciais cabíveis".
Durante a tarde desta segunda, a Petrobras se reuniu com o segundo grupo de grevistas, ligados a FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), que coordena cinco sindicatos no país. A federação tem pauta semelhante à da FUP, mas incluiu entre as demandas pedido de reajuste salarial.
A FNP pede reajuste de 18%. A Petrobras oferecia 8,1%. Antes da reunião, o diretor-geral da FNP, Emanuel Cancela, afirmou que se a estatal mantivesse a proposta, a greve iria se acirrar.
A reportagem não conseguiu contato com o sindicalista após a reunião. A Petrobras não informou se fez alguma proposta diferente aos trabalhadores.

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