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MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo da presidente Dilma Rousseff registrou um aumento na adesão à greve dos caminhoneiros que atingiu pelo menos 14 Estados do país e, apesar de o número não ter sido considerado "preocupante", a ordem no Palácio do Planalto é "não menosprezar" a mobilização que teve início nesta segunda-feira (9).
Segundo monitoramento da Polícia Rodoviária Federal, a paralisação começou com sete rodovias federais parcialmente interditadas e nenhum bloqueio total.
Boletim da Polícia Rodoviária Federal, com informações das 18h (de Brasília), informava a ocorrência manifestações em 11 Estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.
Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte também registraram protestos ao longo do dia. Em São Paulo, caminhoneiros protestaram na rodovia Raposo Tavares e na capital.
No fim da tarde, havia 47 pontos de protesto, sendo quatro de interdição total, 22 com bloqueio parcial e 21 sem interdição (apenas aglomeração de caminhoneiros).
Diante dos números, a ordem no governo é continuar o monitoramento nas estradas pelas próximas horas e, caso cresça a adesão, avaliar se as lideranças serão chamadas para negociação com o governo federal.
Interlocutores da presidente Dilma Rousseff avaliam que, em relação à última greve do setor, em abril deste ano, o movimento desta segunda foi "bem abaixo do esperado", porém, "um pouco maior" do que aguardava o Planalto.
Ainda assim, os auxiliares da presidente afirmam que a greve é de movimentos "autônomos", ou seja, sem nenhuma ligação com sindicatos ou representantes oficiais da categoria.
Segundo o ministro Edinho Silva (Comunicação Social), a paralisação "tem único objetivo de desgastar o governo federal".
"No nosso entender, essa greve é pontual, que atinge algumas regiões do país e, infelizmente, é uma greve que tem se caracterizado com uma aspiração única de desgaste político do governo", afirmou o ministro após participar da reunião de coordenação política do governo.
"Nenhuma entidade representativa apresentou pauta de reivindicação ao governo. Você não pode apresentar uma pauta onde o centro seja o desgaste do governo [...] Esperamos que os envolvidos possam colocar acima de qualquer questão o interesse da sociedade", completou Edinho.
Desde o fim da semana passada o Palácio do Planalto montou um gabinete de crise para acompanhar a greve marcada para esta segunda.
A paralisação é apoiada pelos principais grupos que pedem o impeachment de Dilma, como Revoltados Online, MBL (Movimento Brasil Livre) e Vem Pra Rua, o que despertou a atenção dos ministros e da própria presidente.
Dilma estava preocupada com uma possível crise de abastecimento decorrente da paralisação mas foi alertada por auxiliares que a adesão deveria ser baixa, segundo monitoramento de redes sociais feito pelo Planalto e lideranças do setor que dizem ser "de grupos independentes" a iniciativa da greve.
Mesmo assim, a presidente destacou os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), além do secretário especial do Trabalho, José Lopez Feijóo, para conversar com representantes do setor. Cardozo, a quem é subordinada a Polícia Rodoviária Federal, também está cuidando do movimento nas estradas, enquanto Edinho acompanha a adesão à greve nas redes.




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