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Dólar comercial acompanha exterior, fecha em alta e volta a R$ 3,80

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar avançou sobre o real nesta segunda-feira (9) devolvendo parte da queda registrada na semana passada e acompanhando a desvalorização das principais moedas emergentes do mundo, diante da expectativa de elevação dos juros nos Estados Unidos ainda em 2015.
O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de São Francisco, John Williams, afirmou no último domingo (8) que a economia dos EUA está se aproximando do pleno emprego e a inflação deve caminhar para perto da meta de 2% ao ano, então o "próximo passo" deve ser o início do aumento da taxa de juros gradualmente naquele país.
Os sinais emitidos por membros do Fed sobre quando e em quanto elevarão os juros do país têm causado turbulência no mercado financeiro. A expectativa é que a alta provoque uma fuga de recursos aplicados em países emergentes para os Estados Unidos, encarecendo o dólar.
Isso porque a mudança deixaria os títulos do Tesouro americano, cuja remuneração reflete a taxa de juros, mais atraentes que aplicações em mercados emergentes, considerados de maior risco. Os juros futuros nos EUA mostravam nesta manhã chance de 70% de aumento da taxa de juros americana em dezembro.
O dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, subiu 1,03%, para R$ 3,801 na venda. Já o dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou esta segunda-feira com valorização de 0,40%, para R$ 3,789. Entre as 24 principais divisas emergentes do mundo, a moeda americana subiu sobre 18 nesta sessão.
O Banco Central deu continuidade nesta segunda ao seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem. A operação, que equivale a uma venda futura de dólares, movimentou US$ 590,1 milhões.
Além do cenário de juros nos EUA, os investidores digeriram dados do comércio exterior da China divulgados no fim de semana. As exportações chinesas caíram 6,9% em outubro, ante mesmo período no ano passado. Foi o quarto mês seguido de baixa. Já as importações cederam 18,8%.
Mesmo com sinais de desaceleração, Yang Weimin, vice-ministro do Gabinete do Grupo Central de Assuntos Financeiros e Econômicos, afirmou nesta segunda-feira que a China está fazendo da taxa de 6,5% um piso ou nível mínimo para o crescimento econômico anual entre 2016 e 2020.
Internamente, as atenções continuam voltadas ao cenário de retração da economia brasileira. Os economistas consultados pelo Banco Central pioraram de 1,51% para 1,90% a projeção de recuo do PIB (Produto Interno Bruto) para 2016, segundo o mais recente boletim Focus, divulgado nesta segunda.
Com isso, as taxas dos contratos de juros futuros subiram na BM&FBovespa, com exceção daquelas de curto prazo. O DI para janeiro de 2016 teve leve recuo, passando de 14,240% para 14,238%, enquanto o contrato para janeiro de 2021 apontou taxa de 15,720%, ante 15,630% na sessão anterior.
AÇÕES EM QUEDA
O principal índice da Bolsa brasileira acompanhou a queda dos mercados acionários na Europa e nos EUA e fechou em baixa nesta segunda-feira. O Ibovespa teve desvalorização de 1,54%, para 46.194 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,5 bilhões. A baixa generalizada refletiu os dados negativos da economia chinesa, que ampliaram a cautela com a crise global.
A queda das ações preferenciais (mais negociadas e sem direito a voto) de Petrobras e Vale ajudou a empurrar o desempenho do Ibovespa para baixo. Esses papéis perderam 2,30% e 1,23%, respectivamente, para R$ 7,64 e R$ 12,90. Já as ações ordinárias dessas companhias, com direito a voto, recuaram 3,24% e 1,47%, nesta ordem, a R$ 9,27 e R$ 15,44.
Os bancos, setor com maior peso dentro do Ibovespa, também tiveram desvalorizações. O Itaú Unibanco caiu 2,56%, para R$ 27,42, enquanto o Bradesco viu sua ação preferencial recuar 2,24%, a R$ 21,43. Já o Banco do Brasil mostrou baixa de 2,41%, para R$ 16,98.

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