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Dólar segue exterior e sobe para perto de R$ 3,80 de olho em juros nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar avança sobre o real nesta segunda-feira (9) devolvendo parte da perda registrada na semana passada e acompanhando a desvalorização das principais moedas emergentes do mundo diante da expectativa de elevação dos juros nos Estados Unidos ainda em 2015.
O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de San Francisco, John Williams, afirmou no último domingo (8) que a economia dos EUA está se aproximando do pleno emprego e a inflação deve caminhar para perto da meta de 2% ao ano, então o "próximo passo" deve ser o início do aumento da taxa de juros gradualmente naquele país.
Os sinais emitidos por membros do Fed sobre quando e em quanto elevarão os juros do país têm causado turbulência no mercado financeiro. A expectativa é que a alta provoque uma fuga de recursos aplicados em países emergentes para os Estados Unidos, encarecendo o dólar.
Isso porque a mudança deixaria os títulos do Tesouro americano, cuja remuneração reflete a taxa de juros, mais atraentes que aplicações em mercados emergentes, considerados de maior risco. Os juros futuros nos EUA mostravam nesta manhã chance de 70% de aumento da taxa de juros americana em dezembro.
Às 13h05 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha valorização de 0,56%, para R$ 3,795 na venda. Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, subia 0,95%, para R$ 3,798.
Entre as 24 principais divisas emergentes do mundo, a moeda americana subia sobre 20 nesta segunda-feira. O dólar também se valorizava em relação a quatro das dez principais moedas globais -entre elas o iene e o euro.
Além do cenário de juros nos EUA, os investidores digeriam ainda dados do comércio exterior da China divulgados no fim de semana. As exportações chinesas caíram 6,9% em outubro, ante mesmo período no ano passado. Foi o quarto mês seguido de baixa. Já as importações cederam 18,8%.
Mesmo com sinais de desaceleração, Yang Weimin, vice-ministro do Gabinete do Grupo Central de Assuntos Financeiros e Econômicos, afirmou nesta segunda-feira que a China está fazendo da taxa de 6,5% um piso ou nível mínimo para o crescimento econômico anual entre 2016 e 2020.
Internamente, as atenções continuam voltadas ao cenário de retração da economia brasileira. Os economistas consultados pelo Banco Central pioraram de 1,51% para 1,90% a projeção de recuo do PIB (Produto Interno Bruto) para 2016, segundo o mais recente boletim Focus, divulgado nesta segunda.
Com isso, as taxas dos contratos de juros futuros subiam na BM&FBovespa, às 13h05. O DI para janeiro de 2016 avançava de 14,240% para 14,242%, enquanto o contrato para janeiro de 2021 apontava taxa de 15,730%, ante 15,630% na sessão anterior.
AÇÕES EM QUEDA
O principal índice da Bolsa brasileira acompanhava a queda dos mercados acionários na Europa e nos EUA e operava em baixa nesta segunda-feira. O Ibovespa tinha desvalorização de 0,71% às 13h05, para 46.584 pontos. O volume financeiro girava em torno de R$ 1 bilhão. A baixa generalizada refletia os dados negativos da economia chinesa, que ampliaram a cautela com a crise global.
A queda das ações preferenciais (mais negociadas e sem direito a voto) de Petrobras e Vale ajudava a empurrar o desempenho do Ibovespa para baixo. Esses papéis perdiam 0,89% e 0,30%, respectivamente, para R$ 7,75 e R$ 13,02. Já as ações ordinárias dessas companhias, com direito a voto, recuavam 0,83% e 0,51%, nesta ordem, a R$ 9,50 e R$ 15,59.
Os bancos, setor com maior peso dentro do Ibovespa, também tinham desvalorizações. O Itaú Unibanco caía 1,06%, para R$ 27,84, enquanto o Bradesco via sua ação preferencial recuar 1,77%, a R$ 21,53. Já o Banco do Brasil mostrava baixa de 0,68%, para R$ 17,28.

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Edhucca

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