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Empresas de mídia jornalística discutem em São Paulo futuro do setor

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Inma, sigla em inglês da Associação Internacional de Mídia Jornalística, realiza nesta segunda (9) e na terça (10) sua Conferência Internacional 2015, no auditório do Google, no Itaim Bibi, região oeste de São Paulo. O tema geral é "A nova transformação da indústria de notícias".
A entidade pretende apresentar "O que os executivos das companhias de mídia brasileiras precisam urgentemente saber para crescer audiência, receita e marca, em meio às novas dinâmicas digitais". Entre os tópicos a serem abordados estão "Novos formatos de cobrança e receitas de conteúdo".
Participam, como palestrantes e debatedores, 24 executivos de empresas jornalísticas do Brasil e do exterior. Entre outros, Mark Campbell, do "The New York Times", Santiago Alvarez Matamoros, do colombiano "El Tiempo", e Changhee Park, do sul-coreano "JoongAng Ilbo".
Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S.Paulo, Ascânio Seleme, diretor de Redação de "O Globo", Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo de "O Estado de S. Paulo", e Marta Gleich, editora-executiva do "Zero Hora", fazem um painel das grandes Redações.
O evento será aberto nesta segunda pelo diretor-executivo Comercial da Folha de S.Paulo e presidente da Inma Brasil, Marcelo Benez, e encerrado na terça pelo presidente mundial da Inma e ex-diretor do "Telegraph", de Londres, Mark Challinor.
Santiago Matamoros, que além de diretor do "El Tiempo" é também o presidente da Inma Latinoamérica, vai relatar nesta segunda a experiência do jornal colombiano para se adaptar à revolução digital. Ele adianta que já está próximo um novo modelo de negócios, com o peso cada vez maior das assinaturas, em relação ao faturamento publicitário.
Sublinhando que a perda de publicidade para os "disruptores digitais não é boa notícia, de maneira nenhuma", ele acrescenta que, como mostra o crescimento das assinaturas digitais, "as audiências estão entendendo que o conteúdo de qualidade tem um custo de produção, e isso nos dá mais fôlego".
Por outro lado, "a Redação agora tem uma responsabilidade maior, porque os leitores precisam ver o tempo todo que vale a pena pagar pelo conteúdo que, até poucos anos atrás, era de graça".
Changhee Park, diretor de Operações do "JoongAng Ilbo", também fala nesta segunda sobre as transformações digitais do jornal, um dos maiores da Coreia do Sul.
E adianta, diferentemente de Matamoros: "Tenho que dizer que não estamos mais próximos de achar um novo modelo de negócios".
"Devemos estar abertos para testar tudo o que for possível para a recuperação de receitas", diz, citando publicidade nativa e realização de seminários. "Mas será difícil encontrar novas fontes de recurso comparáveis à escala que o faturamento publicitário chegou a alcançar para os jornais, no passado."

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