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Dólar comercial tem dia instável e fecha abaixo de R$ 3,90

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar atravessou uma sessão instável nesta sexta-feira (23), com preocupações fiscais no Brasil ofuscando em partes o alívio trazido por medidas do banco central da China para conter a desaceleração da segunda maior economia do mundo.
Após oscilar entre perdas e ganhos, o dólar comercial, utilizado no comércio exterior, fechou em queda de 0,38%, para R$ 3,892. A divisa bateu R$ 3,867 na mínima e R$ 3,930 na máxima. Na semana, houve alta de 0,49%.
Já o dólar à vista, referência no mercado financeiro, teve leve desvalorização de 0,11% no dia e alta de 1,57%, para R$ 3,902 na venda. A moeda chegou atingiu mínima de R$ 3,865 e máxima de R$ 3,933.
O dólar caiu apenas em relação a 7 das 24 principais moedas emergentes do mundo. A divisa americana também perdeu força sobre todas as dez moedas mais importantes do globo, que incluem o euro, a libra e o franco suíço.
O banco central da China cortou o juro básico da economia pela sexta vez desde novembro nesta sexta-feira (23). A taxa de empréstimo bancário referencial de um ano foi reduzida em 0,25 ponto percentual, para 4,35%. Também foi rebaixado o compulsório (dinheiro que fica retido junto ao BC) dos bancos.
No Brasil, o mercado digeriu a resistência do TCU (Tribunal de Contas da União) em aceitar que o governo parcele o pagamento de dívidas do Tesouro com bancos públicos, pelo atraso em repasses. A equipe da presidente Dilma Rousseff avalia que o cálculo do deficit primário deste ano pode chegar a cerca de R$ 70 bilhões, em torno de 1% do PIB (Produto Interno Bruto).
O receio é que o descontrole das contas públicas leve o país a perder o grau de investimento (selo de bom pagador) atestado por outras agências de risco além da Standard & Poor's, que rebaixou o rating do país em setembro. Isso forçaria grandes fundos internacionais a retirar investimentos do país, encarecendo o dólar.
O Banco Central deu continuidade nesta sexta-feira ao seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem. A operação, que equivale a uma venda futura de dólares, movimentou US$ 512,9 milhões.
O clima de cautela com a crise fiscal no Brasil elevou as taxas dos contratos de juros futuros na BM&FBovespa nesta sessão. O DI para janeiro de 2016 subiu de 14,240% para 14,263%. Já o DI para janeiro de 2021 ficou em 15,960%, ante 15,840% na sessão anterior.
AÇÕES
No mercado de ações, o principal índice da Bolsa brasileira destoou do bom humor externo diante do estímulo chinês e fechou o dia no vermelho. O Ibovespa teve desvalorização de 0,37%, para 47.596 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,264 bilhões. Na semana, houve alta de 0,76%.
Lá fora, os índices acionários de Nova York, nos Estados Unidos, subiram entre 0,9% e 2,3% nesta sexta-feira. Na Europa, as altas dos principais mercados de ações superaram 1%.
Colaborou para a queda do Ibovespa a notícia de que foram cortados 1,2 milhão de postos formais de emprego nos últimos 12 meses no Brasil até setembro, em mais um sinal de enfraquecimento do mercado de trabalho nacional.
As ações preferenciais da Vale, mais negociadas e sem direito a voto, subiram 1,01%, para R$ 14,98. Já as ordinárias, com direito a voto, ganharam 0,49%, a R$ 18,60 cada uma. A China é o principal destino das exportações da mineradora brasileira e a adoção de estímulos naquela economia tende a beneficiar os negócios da empresa.
Por outro lado, os bancos ajudaram a sustentar a perda do Ibovespa na sessão. Este é o setor com maior peso dentro do índice. O Itaú viu seus papéis caírem 0,66%, enquanto o Bradesco mostrou perda de 1,37% e o Banco do Brasil recuou 1,36%.

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