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Economia aquém do esperado tem impacto na arrecadação, diz Levy

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LUCAS VETTORAZZO
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta sexta-feira (23) que a economia tem se desenvolvido mais devagar do que se esperava e que isso tem tido impacto na arrecadação.
Segundo Levy, a incerteza decorrente da redução da atividade econômica reflete em uma menor disposição das empresas privadas em pagar impostos.
"Evidentemente isso tudo se reflete em uma situação fiscal menos favorável do que a gente gostaria", afirmou o ministro, após participar de evento do setor de energia, no Rio.
A fala do ministro ocorre no dia em que a Receita Federal divulgou que a arrecadação de setembro foi a pior para o mês desde 2010.
PEDALADAS
Levy não deixou clara a possibilidade de incluir no orçamento de 2015 as chamadas pedaladas fiscais.
O TCU (Tribunal de Contas da União) orientou que o governo federal inclua nas contas desse ano o valor referente às pedaladas adotadas em 2014, de cerca de R$ 40 bilhões.
Levy já havia declarado que era favorável ao parcelamento desse montante, já que as contas do governo devem fechar no vermelho esse ano, entre R$ 40 e R$ 50 bilhões, número ainda não fechado.
O ministro chegou a dizer que as manobras para postergação de gastos públicos não são pedaladas.
"Não há pedalada. Nós estamos nos preparando para enfrentar despesas do passado. Em todo esse trabalho de equilíbrio, nós já temos tratado de pagar despesas dos anos anteriores", disse.
Ainda que a situação fiscal deste ano não esteja resolvida, Levy colocou como prioritária a definição do orçamento de 2016.
O ministro voltou a dizer que o reequilíbrio das contas passa por uma maior arrecadação de impostos, sugerindo alta nos tributos cobrados à população e às empresas.
Questionado sobre a possibilidade de volta da Cide, um imposto federal, ele foi evasivo ao dizer que o governo considera todas as opções.
"Tem que olhar com muita seriedade a questão dos impostos porque a economia tem que se reequilibrar".
Levy também se negou a responder sobre as declarações recentes do presidente do PT, Rui Falcão, que defendeu que o ministro deixasse o cargo, caso o ajuste continuasse a desagradar parte do partido.

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