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Preço do etanol sobe até 9% na região de Apucarana

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Em um ano, etanol fica 30% mais caro na região - Foto: Arquivo|Ivan Maldonado
Em um ano, etanol fica 30% mais caro na região - Foto: Arquivo|Ivan Maldonado

Apesar do Governo Federal ter aumentado os impostos apenas da gasolina e do óleo diesel, o etanol também sofreu reajuste nas bombas dos postos de combustíveis. Em Apucarana e Arapongas, essa variação chegou a até R$ 0,20 por litro. Já em Ivaiporã, o reajuste foi de R$ 0,16. Os postos justificam o aumento dizendo que as distribuidoras aproveitaram o reajuste nos outros combustíveis para vender o etanol mais caro. Além disso, o período da safra de cana-de-açúcar também é utilizado para justificar o novo reajuste.

Tanto em Apucarana quanto em Arapongas, o preço médio do etanol gira em torno de R$ 2,45. Há cerca de uma semana, o combustível era vendido em média a R$ 2,25, o que indica uma alta de quase 9%. Em Ivaiporã, o etanol era vendido, em média, por R$ 2,31, contra R$ 2,47 de ontem, um reajuste de 7%. Há uma semana, a Petrobras anunciou reajustes nos preços de venda da gasolina e do diesel nas refinarias. O aumento anunciado para a gasolina foi de 6% e para o diesel, de 4%.

A gasolina mais cara dá margem para os fabricantes de etanol também aumentarem o preço. Como o etanol é vantajoso custando até 70% do valor cobrado pela gasolina nas bombas, a alta no combustível de petróleo puxou o aumento no preço do álcool. Gerente de um posto em Apucarana, Fábio Oliveira explica que o aumento se deve ao valor cobrado nas distribuidoras. “Os postos apenas passam aos consumidores aquilo que as distribuidoras aumentam. Infelizmente, eles subiram o preço e nós tivemos que nos adaptar”, afirma.

O gerente comercial de um posto em Arapongas, Maurício Araújo, conta que houve um aumento na procura por etanol após a alta da gasolina. “Houve essa migração. Não foi muito acentuada, mas quem tem carro flex está optando mais pelo etanol do que pela gasolina”, afirma.

SURPRESA - O aumento pegou muitos motoristas de surpresa. É o caso do representante comercial de Ivaiporã Raimundo Moreira da Silva, que depende do carro para trabalhar e diz que terá que cortar alguns gastos para poder economizar. “Tem que pegar um hotel ou fazer uma alimentação mais barata, para poder andar mais”, comenta Silva. O aposentado José Roberto de Oliveira também reclama do reajuste. “Toda a semana tem aumentos e o salário só é reajustado uma vez por ano. Desse jeito fica difícil”, avalia.

O motivo da alteração, segundo Noel do Carmo, dono de um posto de combustível de Ivaiporã, é o fim da colheita da cana-de-açúcar. Segundo ele, os postos só repassam o que recebem de aumento das distribuidoras.  “Todos os anos é a mesma coisa: a safra da cana-de-açúcar termina em dezembro, mas em outubro inicia uma diminuição progressiva da moagem. As usinas passam a não ter mais excesso de etanol”, comenta. Ele diz ainda que a tendência e que os aumentos sejam constantes nos próximos meses, principalmente a partir de dezembro, quando termina a colheita.

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