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Rock in Rio e feriado puxam alta de 23% das passagens aéreas

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BRUNO VILLAS BÔAS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Os preços das passagens áreas subiram 23,13% em setembro, após apresentarem forte queda de 24,9% em agosto, puxados principalmente pela demanda criada pelo Rock in Rio e pelo feriado de Independência.
Além do evento no Rio de Janeiro e do feriado, o aumento do câmbio influencia os preços das passagens áreas, assim como os da querosene de aviação, disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE.
"Sem o aumento da demanda, as companhia aéreas dificilmente conseguiriam ofertar tarifas mais caras. Então, não é só câmbio e combustíveis", disse Eulina durante a divulgação do IPCA de setembro, que foi de 0,54%.
Segundo dados da Prefeitura do Rio, 46% dos ingressos do Rock in Rio foram vendidos para turistas, a maioria do Estado de São Paulo. O público estimado do evento foi de 85 mil pessoas, fora as 17 mil pessoas que trabalharam no festival.
O aumento do preço das passagens em setembro não foi suficiente para mudar o quadro acumulado em 12 meses, período em que as tarifas ainda registram deflação (queda de preços) de 10,82%.
No fim de setembro, as companhias aéreas pediram ajuda ao governo federal para reduzir custos e enfrentar os pesados prejuízos provocados pela redução da demanda por passagens e o aumento do dólar.
A demanda por viagens aéreas nacionais teve queda de 0,6% em agosto em relação ao mesmo mês de 2014. É o dado mais recente disponível, divulgado no fim de setembro. O número refere-se às companhias Avianca, Azul, Gol e TAM.
EFEITO
O aumento do preço das passagens aéreas contribuiu para a inflação de Brasília, onde as passagens exercem um peso maior no orçamento das famílias. A inflação da capital foi de 1,41% no mês.
Mas a inflação da capital federal no mês foi impactada, sobretudo, pelo aumento nas contas de energia elétrica, que subiram 11,7%, refletindo o reajuste de 18,26% nas tarifas em vigor desde 26 de agosto.
Brasília acumula alta de 9,34% nos preços nos últimos 12 meses. Também acumulam alta de dois dígitos Curitiba (12,25%), Goiânia (11,62%), Rio de Janeiro (10,89%), Porto Alegre (10,88%) e São Paulo (10,78%).

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