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Dilma reconhece falhas do governo na construção da usina de Belo Monte

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THAIS BILENKY E MARCELO NINIO
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - A presidente Dilma Rousseff reconheceu neste domingo (27) que houve falhas na construção da hidrelétrica de Belo Monte, que tem sido anunciada pelo governo como uma das principais realizações na área de energia.
Em entrevista em Nova York, após o anúncio das metas climáticas, na ONU, Dilma afirmou afirmou: "Não tenha dúvidas que tem falhas. Mas não significa que a gente vá destruir esse processo. Pelo contrário, temos de reconhecê-las e melhorar".
Ela afirmou que o "Brasil tem de fazer todo o esforço para as empresas cumprirem suas condicionalidades [conjunto de regras e obrigações que têm de ser observadas pelos concessionários]", não apenas hidrelétricas, mas na construção de energia solar e eólica.
"E, se o governo não fizer cumprir todas as condicionalidades, está errado o governo."
A presidente afirmou que o Brasil precisa garantir o menor impacto possível a populações que vivem em áreas de construção de usinas, inclusive comunidades indígenas.
"Agora, vamos lembrar, nós temos no Brasil acho que uma França de reserve indígena", disse.
USINAS
A presidente disse que a energia hidrelétrica é a melhor para garantir o aumento da participação de fontes renováveis na matriz energética, a despeito de questionamentos ambientais e sobre populações indígenas afetadas.
"Não estamos querendo ir para a Amazônia e colocar uma usina de carvão no meio da selva", argumentou. O país "não pode abrir mão" de hidrelétricas enquanto a tecnologia de estocagem de energia solar e eólica não se desenvolverem, disse.
Dilma afirmou que "a energia hidrelétrica, até agora, é a mais barata em termos do que ela dura, da sua manutenção e também pelo fato de a água ser gratuita e de a gente poder estocar".
"Um país do tamanho do Brasil não consegue se manter se não tiver energia de base, que, até hoje, são aquelas fósseis e físseis [nuclear]", como o gás, o carvão e o diesel, afirmou. A hidrelétrica, comparou, é mais "amigável" ao ambiente.
Dilma afirmou países que criticam o Brasil pelo uso de hidrelétricas exploraram em "85% a 90% de seu potencial hídrico e não abriram mão dele, porque é competitivo".

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