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'Fingia ser empresário nos e-mails que enviava', diz criador do 'Eu Fico Loko'

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YURI GONZAGA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Antes de contratar um agente para lidar com a parte comercial de seu popular canal no YouTube, o Eu Fico Loko, Christian Figueiredo de Caldas, 21, respondia a propostas de negócios com nomes inventados para aparentar seriedade.
"Não usava meu nome, eu inventava um. Em um dia, eu era Alex; no outro, Alex Rodolfo, que eu achava mais chique", disse o "YouTuber" durante uma palestra sobre negócios a partir de um canal no YouTube no evento youPIX CON, realizado em São Paulo nesta quarta-feira (23).
Ele conta que seu canal, hoje com 3,4 milhões de assinantes que o acompanham divagar sobre temas diversos, praticamente não lhe trazia rendimentos antes de contratar um agente -no caso, Luiz Felipe Barros, da empresa Digital Stars.
Figueiredo diz que hoje explora sua imagem principalmente através de um meio analógico: livro. Ele lançou duas obras, "Eu Fico Loko" e "Eu Fico Loko 2", que, segundo seu agente, venderam respectivamente 200 mil exemplares e 100 mil exemplares.
A participação em eventos, em que há "adolescentes passando mal e pedindo autógrafo até para a namorada do Chris", segundo Barros, é outra fonte de renda além da oriunda da publicidade direta.
Ele promove mercadorias dentro de seus vídeos e recebe também por anúncios automaticamente publicados pelo Google no seu canal.
Para Figueiredo, que diz que "arte não tem valor", a ideia de contratar um profissional que cuidasse da sua vida financeira nasceu também da necessidade de separar a criação do dinheiro.
"Infelizmente, a maior parte dos criadores [no YouTube] hoje cuida de toda a parte criativa e também da comercial. Mas eu acho que não dá para você terminar o dia e ficar se preocupando em responder e-mail de empresário", diz.
Apesar de sua veia literária ter trazido frutos só recentemente, foi o gosto pela escrita que o levou a começar a fazer vídeos. Aos 15 anos, passava grande parte do tempo escrevendo e, incentivado pela mãe, transformou isso em vídeos.
Depois de largar um curso profissional de produção audiovisual, ele conta que passou seis meses "ocioso", só escrevendo roteiros para o que se tornaria seu canal no YouTube.

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