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TV continuará predominante, mas on-line, diz fundador de site

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YURI GONZAGA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Durante uma mesa de discussão justamente sobre formatos que não o vídeo para distribuir conteúdo na internet no evento youPIX CON, foi formada uma espécie de consenso em torno da dominância do audiovisual.
Isso porque o vídeo, apesar de ser trabalhoso e de não necessariamente atingir todos os internautas, mantém o espectador "refém", o que permite passar uma mensagem linear -e, nisso, incluir publicidade-, especialmente para os mais jovens.
Os participantes eram todos de sites que não têm como principal produto o vídeo: Ana Freitas, do site Nexo; Carlos Merigo, do Brainstorm9; Juliana Wallauer, do podcast Mamilos; Thiago Mobilon, do site Tecnoblog; e Wagner Brenner, do Update or Die.
O vídeo na internet pode parecer diferente do que é difundido pela TV, mas, na verdade, vivemos apenas uma transição do suporte para a rede mundial de computadores, na opinião de Merigo. "Sempre vimos mais TV do que lemos livros, e isso continuará sendo verdade", diz.
Mobilon e Brenner fizeram coro com o publicitário no sentido de relativizar a opinião de que as gerações mais novas sejam mais preguiçosas que as anteriores -daí derivaria o sucesso dos "YouTubers" entre os "millenials", pessoas nascidas a partir dos anos 2000.
"Talvez seja só uma questão de não estarmos acostumados ao vídeo, diferentemente dos jovens que já nasceram nessa dinâmica", diz Mobilon. "Nós [de gerações anteriores] acostumamo-nos a ter dificuldade para acessar o conteúdo na internet, mas isso mudou."
Brenner exemplificou com seu filho, que é avesso à leitura (mesmo on-line) e um grande consumidor de vídeo. "Mas se você vê a maneira de aprender dele, o quanto ele fica louco com [o game educativo] 'Minecraft', vê o quanto eles podem ser ativos."
Dessa maneira, a forma de "consumo passivo" (nos termos postos por Mobilon) está sendo transportada da TV para a internet.
Uma suposta dicotomia entre texto e vídeo não existe, segundo o fundador do Tecnoblog, já que outras plataformas recebem a verba publicitária outrora exclusiva de sites cujo conteúdo era majoritariamente textual. Dessa maneira, um portal de notícias concorre tanto com o YouTube quanto com o Spotify.
Para Merigo, o investimento de empresas como o BuzzFeed na produção de vídeo pode nos dar a impressão de que ele matará o texto, mas é só uma questão de adequar o formato para cada tipo de público (e de conteúdo).
O vídeo pode ser breve e denso, mas não é tão breve quanto o texto no momento de decidir consumi-lo ou não, diz Brenner. "Se, num site, eu vejo 20 publicações em vídeo e, num outro, 20 publicações em texto, prefiro o que tem o texto", diz.




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