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Economia

Levy espera estabilidade do dólar após cenário de incertezas

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FÁBIO MONTEIRO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, espera uma maior estabilidade do dólar tão logo o país "vença incertezas", como a proposta do orçamento para 2016 e a manutenção dos vetos presidenciais de propostas que aumentam os gastos do governo.
"Acredito que veremos maior estabilidade do dólar. É impossível estabelecer o patamar, mas tenho certeza que essa volatilidade maior vai se esvair, a medida que algumas questões, como a votação dos vetos e o próprio orçamento, sejam devidamente equacionadas", afirmou Levy, após participar de fórum promovido pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), nesta quarta-feira (23).
Na terça (22), a moeda norte-americana fechou o dia valendo R$ 4,05, o maior valor desde o início do Plano Real, em 1994. No final da manhã desta quarta-feira (23), a moeda mantinha a trajetória de alta, batendo em R$ 4,13.
Levy afirmou haver um movimento global de câmbio, e que é necessário estar atento a ele. "Mas acho que o mais importante é a gente avaliar a situação do Brasil. O processo de recuperação da economia está em curso, diversas medidas que foram tomadas no começo do ano estão produzindo seus efeitos", disse o ministro.
Ele também acredita existir um represamento dos efeitos dessas medidas, por razões não econômicas, que geram insegurança no mercado.
"Isso tem limitado a capacidade de investimento, limitado a capacidade de arrecadação, mas tenho convicção de que vencidas essas incertezas, a capacidade de recuperação da economia será rápida, porque os efeitos do realinhamento de preços e o próprio efeito de segurança dada pela recalibragem fiscal estão transformando nossa economia. A gente só não vê alguns resultados positivos por causa da insegurança.", afirmou.
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
Joaquim Levy comentou a visita da agência de classificação de risco Fitch. Representantes da agência estiveram reunidos ontem com o ministro.
Levy classificou o encontro como positivo. "Acho que há essa percepção também, do compromisso do governo brasileiro, e perfeita noção do que foi feito no começo do ano está permitindo permitindo encontrar um outro caminho de crescimento", disse o ministro.
Ainda segundo ele, "enquanto a gente não tiver solidez fiscal, tudo fica mais difícil, mas tenho convicção de que a gente vai conseguir isso".
Ao lado da Moody's, a Fitch mantém o grau de investimento da nota de crédito brasileira. A Standard & Poor's retirou o selo de bom pagador do Brasil no início deste mês.

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