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Economia

Crise econômica força mais jovens a procurar emprego

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BRUNO VILLAS BÔAS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O desemprego entre jovens continua crescendo em ritmo mais intenso do que nas demais faixas etárias, como mostra a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua) divulgada nesta terça-feira (25) pelo IBGE.
No segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego das pessoas de 18 a 24 anos foi de 18,6%. Um ano atrás, a taxa era de 15,3%.
Entre os jovens de 14 a 17 anos, a taxa foi ainda maior: de 24,4%, bem acima do mesmo período do ano passado (20,9%) e um pouco abaixo do primeiro trimestre deste ano (26,3%).
Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do instituto, em momentos de queda da renda, os jovens são instados pela família a procurar emprego para contribuir para a renda do lar.
"Se a renda do chefe da família não é suficiente, o jovem tem que ir para a fila de emprego. Além disso, os jovens acabam sendo os primeiros a serem demitidos pelas empresas, já que são menos experientes", diz Azeredo.
A menor taxa de desemprego está no grupo de trabalhadores de 40 a 59 anos, de 4,4%. Mesmo nesse grupo, o índice cresceu -era de 4% no primeiro trimestre e de 3,6% no segundo trimestre do ano passado.
Na faixa etária de 25 a 39 anos, o desemprego foi de 7,9%, também acima do primeiro trimestre (7,5%) e do segundo trimestre do ano passado (6,3%). Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (25).
Apesar do quadro, os brasileiros de 25 a 39 anos representavam 36,5% dos desempregados no país, mais do que o grupo de 14 a 17 anos (8,3% do total de desempregados) e de 18 a 24 anos de idade (33,4% do total). Neste caso, o quadro não mudou nos últimos trimestres.
MULHERES
Segundo o IBGE, a taxa de desemprego é maior entre mulheres (9,8%) do que homens (7,1%). Na média, o desemprego foi de 8,3% no segundo trimestre deste ano no país, como mostrou o instituto nesta terça-feira.
DESEMPREGO NO BRASIL
Uma combinação de maior procura por trabalho sem a criação de novas vagas aumentou o número de desocupados no país para 8,35 milhões de pessoas e pressionou a taxa de desemprego para 8,3% no segundo trimestre deste ano.
No mesmo período do ano passado, a taxa havia sido de 6,8%. No primeiro primeiro trimestre deste ano, a taxa era de 7,9%.
O número de desempregos no país cresceu 23,5% no segundo trimestre deste ano, na comparação ao mesmo período do ano passado, um incremento de 1,587 milhão de pessoas. Frente ao primeiro trimestre, o aumento foi de 5,3%, mais 421 mil.
Os cálculos da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE nesta terça (25), seguem a nova metodologia, em que resultados trimestrais são apresentados mensalmente.
Um sinal de que a maior procura foi a responsável pelo aumento do desemprego é o crescimento da força de trabalho, formada por pessoas empregadas ou desempregadas que estavam efetivamente procurando emprego.

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