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BC volta a promover forte desvalorização do yuan e Bolsas caem

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Banco Popular da China diminuiu nesta quarta-feira (12), desta vez em 1,62%, a taxa de câmbio de referência do yuan com relação ao dólar, forçando investidores a buscarem refúgio no porto-seguro de títulos da dívida governamental e afetando as Bolsas.
A desvalorização ocorre um dia após o governo anunciar uma reforma no sistema cambial que já havia resultado em uma desvalorização de quase 2% na terça.
Em resposta, as Bolsas asiáticas recuavam às 7h40 (horário de Brasília) 1,8%, segundo o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão (veja no pé da matéria o fechamento das Bolsas asiáticas).
O preço das commodities também teve queda. Às 9h14, as Bolsas europeias também estavam em baixa, de 1,22% em Londres; 2,49% em Paris; 2,33% em Frankfurt; 1,73% em Madri; e 2,18% em Milão.
Um dos motivos apontados por analistas para o esforço chinês de desvalorizar sua moeda são dados divulgados no fim de semana apontando queda de 8,3% das vendas ao exterior em julho.
Com a desvalorização, que, suspeitam especialistas, pode ser um movimento de longo prazo, os exportadores chineses ganham mais competitividade. Para Rajeev de Mello, chefe de renda fixa na Schroders, em Cingapura, outros países podem seguir o movimento da China.
"Embora ainda seja muito cedo para dizer se isso é o começo de uma desvalorização sustentada do yuan, outros bancos centrais podem ser forçados a seguir o movimento o que pode ser um gatilho para uma nova rodada de enfraquecimento de moedas nos países emergentes."
O novo mecanismo de fixação do tipo de câmbio do yuan obriga que a paridade central (o nome que as autoridades chinesas dão ao valor de referência diário fixado pelo Banco Popular) siga a evolução de seu preço real no mercado.
"A taxa de câmbio no fechamento de 11 de agosto foi de 6,3231 yuans por dólar, desvalorizando-se 1,5% sobre a paridade central" do dia, assinalou o banco central chinês em seu comunicado. Dessa forma, o Banco Popular situou hoje a taxa de câmbio de referência do yuan com o dólar em 6,3306, frente aos 6,2298 de terça-feira.
O banco central chinês definiu esta variação como "normal" e assegurou que "reflete não só a melhora da orientação rumo ao mercado, mas o papel-chave que desempenham a demanda e a oferta do mercado na formação da taxa de câmbio".
O emissor chinês também antecipou mais oscilações da taxa de câmbio que fixa a cada dia no curto prazo.
"Depois do anúncio da melhora da cotação de terça-feira, levará certo tempo para que os atores do mercado se ajustem à cotação e às práticas de troca, assim como para explorar e encontrar o preço de equilíbrio no mercado de divisas", comentou o banco central chinês.
O regulador afirmou esperar que, "após um curto período de adaptação", as oscilações do yuan convergirão "em uma área razoavelmente estável".
A reforma do sistema cambial chinês na terça-feira foi apresentada pelas autoridades chinesas como um movimento para dar maior protagonismo às forças do mercado na hora de fixar a taxa de câmbio do yuan, que continua a ser controlada por Pequim através da paridade.
Esta medida foi anunciada uma semana depois que o Fundo Monetário Internacional (FMI) propôs adiar a inclusão do yuan na cesta de divisas que formam sua moeda interna, chamada Direitos Especiais de Saque (SDR, sigla em inglês).
FECHAMENTO DAS BOLSAS ASIÁTICAS
Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,58%, para 20.392 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 2,38%, para 23.916 pontos.
Em Xangai, o índice SSE perdeu 1,03%, para 3.887 pontos.
Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 0,56%, para 1.975 pontos.
Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,32%, para 8.283 pontos.
Em Cingapura, o índice Straits Times desvalorizou 2,90%, para 3.061 pontos.
Em Sydney o índice S&P/ASX 200 recuou 1,67%, para 5.382 pontos.

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