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Economia

Petrobras lucra R$ 531 milhões no 2º trimestre, queda de 89,3%

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LUCAS VETTORAZZO E BRUNO VILLAS BÔAS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Petrobras encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 531 milhões, queda de 89,3% em relação aos R$ 4,96 bilhões de igual período do ano passado, informou a empresa na noite desta quinta-feira (6).
O balanço da Petrobras continua sofrendo o impacto do menor preço do barril de petróleo, que desvaloriza seu principal produto, e também da venda menor de combustíveis, em função da piora da economia.
A desvalorização do real continua a gerar impacto no resultado, já que encarece a dívida da empresa, tomada em sua maior parte em moeda estrangeira.
A soma de fatores levou a empresa a acumular, no primeiro semestre do ano, lucro bruto de R$ 5,8 bilhões, queda de 43% em relação aos R$ 10,3 bilhões dos seis primeiros meses de 2014.
RECEITA
Sob impacto da queda do preço do petróleo, a receita líquida da Petrobras no segundo trimestre foi de R$ 79,9 bilhões, queda de 2,7% em relação aos R$ 82,2 bilhões de igual período de 2014.
A menor produção e também uma menor venda de combustíveis teve impacto na receita.
No semestre, a receita ficou em R$ 154,2 bilhões, queda de 6% em relação a primeira metade de 2014, quando foi de R$ 163,8 milhões.
DÍVIDA
Também sob impacto do câmbio, a dívida líquida da empresa avançou de R$ 332,45 bilhões no primeiro trimestre para R$ 332,9 bilhões nos três meses seguintes. A empresa fez no período captações na China e também com bancos estatais em abril.
HISTÓRICO
É o segundo resultado trimestral apresentado pela nova diretoria, comandada desde fevereiro por Aldemir Bendine. O impacto da corrupção e dos desvios investigados pela operação Lava Jato ficou restrito aos balanços dos últimos trimestres do ano passado e não foi contabilizado no resultado divulgado nesta quinta.
Em final de abril, a Petrobras divulgou ter tido prejuízo de R$ 21,7 bilhões no ano de 2014, decorrente da baixa em ativos nos valores de R$ 6,2 bilhões atribuídos a perdas com corrupção, de R$ 44,6 bilhões em perdas de valor de ativos mal avaliados e R$ 2,7 bilhões pela desistência da construção de duas refinarias, no Maranhão e no Ceará.
Esses valores diferem do que a diretoria anterior, comandada por Graça Foster, havia sugerido como sendo o real impacto dos desvios no balanço da empresa. Graça Foster deixou a empresa com cinco diretores, depois do desgaste causado pela divulgação do cálculo de perdas em valores dos ativos na empresa, de R$ 88,6 bilhões, relativos a corrupção e perda em valores de projetos. O número acabou não sendo usado.

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