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Economia

Bancários definem campanha salarial e pedem 16% de reajuste

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CLAUDIA ROLLI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os bancários definiram neste domingo (2), em São Paulo, em conferência nacional da categoria, a pauta de reivindicação da campanha salarial deste ano em que pedem 16% de reajuste nos salários, o que inclui 5,7% de aumento real, e fim das demissões.
Atualmente são cerca de 465 mil bancários no país, sendo 25% representados pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, filiado à CUT.
A pauta final de reivindicações, aprovada por 667 delegados sindicais que participaram da conferência, será entregue à Fenaban, federação dos bancos, (Fenaban), no dia 11 de agosto. A data base da categoria é 1º de setembro.
"O Brasil vive agora uma crise política, que foi transformada em crise econômica. Mas nossos patrões navegam num mar tranquilo. Tiveram lucros altíssimos, apresentados no primeiro e segundo trimestres", disse o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten. A confederação representa os bancários de todo o país.
Além do reajuste salarial de 16% -percentual que corresponde à reposição da inflação mais 5,7% de aumento real-, os bancários pedem PLR (Participação nos Lucros e Resultados) no valor de três salários mais R$ 7.196,84 de parcela fixa adicional e 14º salário.
Em relação ao piso salarial, a categoria defende a adoção do salário mínimo calculado pelo Dieese, de R$ 3.299,66, segundo valores de junho.
MAIS EMPREGOS
Um dos principais itens da pauta deste ano é a defesa do emprego. No primeiro semestre deste ano foram fechados 2.795 vagas nos bancos, segundo dados do sindicato a partir do cadastro do Ministério do Trabalho.
"Vamos dar início a mais uma forte campanha em um cenário em que os bancos demitem demais, mesmo ganhando muito. Por isso emprego é nossa prioridade", afirmou Juvandia Moreira, presidente do sindicato da categoria em São Paulo.
Os bancários estudam a adoção de algum instrumento na convenção coletiva de trabalho para conter as demissões no setor.
Durante a conferência, a categoria fez críticas ao aumento da taxa Selic, que passou para 14,25% ao ano, e ao ajuste fiscal, liderado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
O QUE ESTÁ NA PAUTA DOS BANCÁRIOS
Reajuste salarial: de 16%, incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real
Participação nos Lucros e Resultados: três salários nominais mais R$ 7.196,84
Benefícios: vales alimentação, refeição, 13ª cesta básica e auxílio-creche/babá no valor de R$ 788 ao mês para cada filho
Condições de trabalho: fim de metas abusivas e assédio moral
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade no setor e combate às terceirizações
Outros itens: plano de cargos, carreiras e salários para todos os bancários, e auxílio-educação, com pagamento para graduação e pós-graduação. Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs)

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