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Premiê grego pede ao Parlamento apoio a proposta de reformas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, pediu nesta sexta-feira (10) aos parlamentares de seu partido, Syriza, que apoiem o plano fiscal em troca de ajuda dos credores, disse uma autoridade do governo, em uma tentativa de última hora para evitar o colapso financeiro.
"Estamos sendo confrontados com decisões cruciais", disse Tsipras a parlamentares, segundo uma autoridade do governo. "Nós temos um mandato para conseguir um acordo melhor do que o ultimato que o Eurogrupo nos deu, mas certamente não um mandato para tirar a Grécia da zona do euro."
A Grécia enviou na quinta-feira (9) à União Europeia propostas detalhadas de como o país cumprirá as condições para receber nova ajuda financeira.
O endosso parlamentar dos compromissos imediatos das reformas que a Grécia está oferecendo aos credores europeus permitiria ao país avançar na corrida para obter um novo empréstimo, evitar a falência do Estado e uma possível saída da zona do euro.
Uma autoridade grega disse que parlamentares serão solicitados a autorizar o governo de esquerda a negociar uma série de medidas que devem ser tomadas antes que os fundos de auxílio sejam desembolsados, um passo fundamental para convencer credores céticos da seriedade de suas intenções.
Houve sinais de que alguns membros da ala de extrema-esquerda do Syriza, partido do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, poderiam oferecer resistência às reformas propostas.
Nesta sexta-feira, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que FMI (Fundo Monetário Internacional), Comissão Europeia e o BCE (Banco Central Europeu) estão analisando propostas de reformas entregues pela Grécia e darão sua opinião até o final do dia.
"Conforme falamos, eles estão analisando essas propostas com a intenção de comunicar sua avaliação ao Eurogrupo até o fim do dia", disse o porta-voz em entrevista à imprensa.
GRÉCIA E OS CREDORES
Bancos gregos estão fechados desde 29 de junho, quando controles sobre capitais foram impostos e os saques em espécie foram limitados, seguindo o colapso de negociações anteriores para um resgate ao país.
A Alemanha, o maior credor, deu um pequeno passo de concessão a Atenas, ao concordar que a Grécia precisará de certas reestruturações da dívida como parte de um programa de empréstimos de três anos que viabilizaria sua economia.
Nesta sexta-feira, um porta-voz do governo alemão se negou a fazer comentários sobre o conteúdo das últimas propostas gregas de reforma. Um porta-voz do Ministério das Finanças disse que Berlim não vai aceitar qualquer forma de alívio da dívida que diminua o valor real.
"Se a intenção for reduzir significativamente o valor presente da dívida e, portanto, ter uma perda real, então isto iria resultar em um alívio da dívida", disse Martin Jaeger, porta-voz do Ministério das Finanças, durante entrevista coletiva, acrescentando que tal ação não era legalmente possível na união monetária.
Já Steffen Seibert, porta-voz do governo, disse que não existe dúvida de que uma cúpula da zona do euro vai acontecer no domingo. Ele acrescentou que Berlim só vai pedir um mandato de negociação ao Parlamento alemão se Atenas mostrar interesse em "reformas sérias".

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