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'Não' vence plebiscito na Grécia e país rejeita proposta de credores

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LEANDRO COLON E FERNANDA GODOY, ENVIADOS ESPECIAIS
ATENAS, GRÉCIA (FOLHAPRESS) - Em um resultado surpreendente, o voto pelo "não" venceu o plebiscito na Grécia neste domingo (5), rejeitando a proposta de socorro financeiro dos credores internacionais.
Com 77% dos votos apurados, 61,60% haviam optado pelo "não" e 38,40% pelo "sim", ou seja, não há mais chances de reverter o cenário.
O placar amplo contrariou todas as pesquisas, inclusive as realizadas neste domingo e divulgadas após o fechamento das urnas que previam uma vitória apertada do "não".
Com isso, os gregos rejeitaram a proposta de socorro internacional feito pelos credores, no caso, FMI (Fundo Monetário Internacional), BCE (Banco Central Europeu) e o bloco europeu.
Logo após os primeiros números serem divulgados, simpatizantes do Syriza, partido de esquerda do primeiro-ministro "[Alexis Tsipras], começaram a celebrar o resultado na praça Syntagma, no centro de Atenas.
A vitória do "não" representa um fortalecimento de Tsipras no seu país, já que ele convocou o plebiscito no último dia 27 depois do fracasso nas negociações em Bruxelas. Neste domingo, ele afirmou que "ninguém pode ignorar a vontade do povo", e voltou a dizer que a consulta era uma vitória contra a "chantagem".
ENTENDA A CRISE GREGA
Ao mesmo tempo, no entanto, o resultado pode aumentar a pressão para a Grécia deixar a zona do euro, principalmente se não chegar a algum tipo de acordo com o bloco nos próximos dias.
Tsipras tem dito que a Grécia não deixará a moeda única e que pretende retomar as negociações nesta segunda-feira (6) em busca de uma solução para o país. O ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, afirmou neste domingo acreditar na possibilidade de um consenso em 24 horas.
A questão é como os líderes europeus vão reagir: se pretendem sentar à mesa novamente com a Grécia ou, diante do recado do povo grego, romper definitivamente as relações. A chanceler alemã, Angela Merkel, tem um encontro marcado com o presidente francês, François Hollande, nesta segunda-feira (6) em Paris.
O principal drama dos gregos no curto prazo é o risco de colapso bancário a partir de terça-feira (7), quando as agências do país reabririam depois de uma semana de fechamento e controle de capital. O governo precisa de um novo socorro emergencial do BCE (Banco Central Europeu) para sua liquidez bancária, caso contrário, sem moeda no caixa, corre sério de ser forçado a emitir nova moeda em breve, conforme alertaram autoridades europeias nos últimos dias.

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