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'Ninguém pode ignorar a vontade do povo', diz premiê grego

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LEANDRO COLON E FERNANDA GODOY, ENVIADOS ESPECIAIS
ATENAS, GRÉCIA (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que a Europa não poderá ignorar a vontade da população grega no plebiscito deste domingo (5) sobre o acordo do país com os credores internacionais.
"Muitos podem tentar ignorar o desejo de um governo, mas ninguém pode ignorar a vontade de uma população que está buscando viver com dignidade, com suas próprias mãos ", afirmou o premiê, após votar em Atenas.
Tsipras faz campanha pelo "não", ou seja, contra a proposta de resgate internacional feita pelos credores, no caso, o bloco europeu, o FMI (Fundo Monetário Internacional) e BCE (Banco Central Europeu).
O premiê destacou ainda a determinação da população em comparecer à consulta popular e disse que as coisas avançam quando "a democracia vence o medo e chantagem". "Hoje a democracia triunfa sobre o medo. Estou confiante que nesta segunda vamos estabelecer um novo curso para todas as pessoas da Europa", afirmou.
"Vamos mandar a mensagem de que estamos determinados não só a permanecer na Europa mas também a viver com dignidade nela, para prosperar, trabalhar em igualdade entre iguais", ressaltou.
O plebiscito, que termina às 19h (13h, no horário de Brasília), ocorre com tranquilidade em Atenas. Ao todo, 9,9 milhões de gregos, de uma população de 11 milhões, estão aptos a votar.
Os primeiros resultados oficiais serão anunciados a partir de 21h (15h, em Brasília).
O plebiscito foi convocado por Tsipras (do partido de esquerda Syriza) há ultima semana depois do rompimento das negociações com os credores.
As pesquisas mostraram um empate técnico entre o 'sim' e o 'não'.
Se der o "sim", a favor da proposta de socorro internacional, o governo promete cumprir a vontade da população e selar um acordo que impõe mais austeridade, ou seja, cortes nas contas de um país que não consegue se reerguer diante de uma dívida de 177% do PIB.
Se der "não", a Grécia caminha para um rompimento político de vez com os líderes europeus e os credores, aumentando as chances de ter de deixar a zona do euro, que hoje reúne 19 países. Ou seja, não há escolha fácil, o que talvez explique as pesquisas mostrando um empate técnico.
A votação é considerada uma das mais importantes na Grécia desde 1974, quando ocorreu o plebiscito que aboliu a monarquia. Diante da crise e da restrição de saques na última semana, os gregos suspenderam férias, sacaram o que puderam e estocaram itens básicos.
O que está em caixa seria suficiente até o meio da semana, a não ser que o Banco Central Europeu tope aumentar a ajuda emergencial -isso dependerá, no entanto, do resultado do plebiscito. A votação terá ainda consequências políticas internas caso o "sim" vença: eleito em janeiro, Alexis Tsipras, considerado inábil na condução da crise, será pressionado a deixar o cargo por líderes da oposição de centro-direita que governaram a Grécia até a vitória do Syriza.




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