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Economia

PIB dos EUA tem queda menor após revisão, com contração de 0,2%

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GIULIANA VALLONE
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - A economia dos Estados Unidos registrou contração de 0,2% no primeiro trimestre, mostram dados revisados divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Departamento do Comércio.
A retração foi menor que a prevista anteriormente, de 0,7%, e reforça a visão de recuperação rápida da economia ao longo do ano, após um inverno rigoroso nos primeiros meses.
A divulgação dos dados costuma ocorrer em três fases: a primeira estimativa, divulgada um mês após o término do trimestre, e outras duas revisões (nos dois meses seguintes). Esta foi a última revisão.
O principal fator positivo nos dados é a revisão para cima do crescimento no consumo das famílias, que representa mais de dois terços do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano. A elevação foi de 2,1% entre janeiro e março, contra 1,8% previstos anteriormente.
O número, porém, ficou bem abaixo dos 4,4% registrado no quarto trimestre.
Entre as más notícias, está a queda de 2% no investimento privado, a maior redução desde o fim de 2009 -o dado, porém, é melhor do que a estimativa anterior, de queda de 2,8%.
As exportações tiveram declínio de 5,9% no período, enquanto os gastos do governo tiveram queda de 0,6%.
O mau tempo e a desaceleração do comércio exterior, afetado pelos problemas econômicos na Europa e no Japão e pela valorização do dólar, prejudicaram o crescimento americano nos primeiros meses do ano.
A avaliação dos economistas, no entanto, é que os fatores que levaram a economia à contração no primeiro trimestre são transitórios. Estimativas apontam que o PIB deve voltar a crescer entre abril e junho, a um ritmo de 2%.
A análise está em linha com a divulgada pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano), que se prepara para subir os juros americanos pela primeira vez desde 2006 -hoje, a taxa está entre zero e 0,25%.
O BC americano prevê crescimento entre 1,8% e 2% neste ano -a estimativa, divulgada na semana passada, representa uma redução ante a projeção divulgada em março, entre 2,3% e 2,7%.
O mercado financeiro aguarda com expectativa a decisão sobre a taxa nos EUA. Uma alta do juro americano deixaria os títulos do Tesouro dos EUA -considerados de baixíssimo risco- mais atraentes, levando os investidores a reduzirem suas aplicações em mercados emergentes (consideradas de maior risco).
A saída desses recursos deve pressionar ainda mais a cotação do dólar nestes mercados, inclusive no Brasil.
A previsão inicial era de que a elevação ocorresse em junho. O fraco desempenho da economia americana no primeiro trimestre, porém, fez com que o mercado passasse a esperar a elevação para setembro.

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