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Advogados que representam bancos permanecem no Carf

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EDUARDO CUCOLO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Cerca de 80% dos representantes de contribuintes que fazem parte do conselho de recursos da Receita Federal já renunciaram ao cargo. A saída está ligada, principalmente, à decisão da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de proibir esses conselheiros de acumularem as funções de advogados e membros do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).
Permanecem no órgão, principalmente, pessoas indicadas por entidades ligadas a instituições financeiras. São funcionários de bancos, especializados na área tributária, segundo o presidente do Carf, Carlos Alberto Barreto.
"Olhando há pouco o correio eletrônico, vi que chegaram aqui mais renúncias. Seguramente teremos uma renovação. 80% já renunciaram e outras renúncias deverão ocorrer ao longo desta semana", afirmou Barreto nesta terça-feira (2), durante a primeira audiência da CPI que apura denúncias de irregularidades no conselho.
O Carf é a última instância administrativa para se recorrer a uma multa aplicada pela Receita Federal. É formado por representantes da Fazenda e dos contribuintes.
Desde o fim de março, o órgão é alvo da Operação Zelotes, conduzido pela Polícia Federal, Receita, Corregedoria do Ministério da Fazenda e Ministério Público, que investigam um esquema de venda de sentenças, para reduzir ou anular multas.




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