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Alta do tomate e da cebola assusta consumidores

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Cebola argentina, mais cara por conta do dólar alto, está sendo comprada para suprir a demanda de consumo (Foto: Delair Garcia)
Cebola argentina, mais cara por conta do dólar alto, está sendo comprada para suprir a demanda de consumo (Foto: Delair Garcia)

Já está virando tradição. Assim como nos últimos dois anos, maio tem sido o mês em que o preço do tomate registra expressiva alta. Em apenas um mês, o produto chegou a dobrar de preço para o consumidor final. Neste ano, aumento do preço do tomate veio junto com o da cebola, que sofreu alta de 83%, deixando a salada e o vinagrete mais indigestos.

O quilo do tomate, que há 30 dias podia ser encontrado custando em torno de R$ 3, agora chega a até R$ 6 em alguns estabelecimentos de Apucarana e Arapongas. “O produto ficou caro muito rapidamente. Alguns consumidores têm reclamado”, afirma Edom Ferreira dos Santos, gerente de uma quitanda em Arapongas.

A justificativa da alta tem sido o frio. Com as temperaturas mais baixas, os frutos demoram mais para se desenvolver e a quantidade de tomate produzida por pé é menor. Com isso, o preço tende a encarecer, já que há queda na oferta do produto no mercado.

A cebola também está valorizada nas gôndolas da região. O quilo do produto, que já custou R$ 3,50 há algumas semanas, já está sendo vendido a mais de R$ 6,50. No ano passado, muitos produtores deixaram de cultivar a cebola, fazendo com que, neste ano, o produto ficasse mais escasso e, consequentemente, mais caro.

“Atualmente, estamos em entressafra do produto, o que faz com que a cebola fique mais difícil ainda de ser encontrada nos fornecedores. Apenas a cebola argentina está disponível em quantidade e qualidade boas. Mas, com o dólar alto, o custo aumenta muito”, explica Valdinei Moser, proprietário de um empório em Apucarana.

Ele não acredita que a situação vá piorar. “Os preços, tanto do tomate quanto da cebola, devem se manter constantes nas próximas semanas. Acho que eles atingiram uma estabilidade agora. Estamos com a expectativa de que os preços caiam, porque os consumidores não estão gostando nada”, destaca.

Wilson de Assis é militar e diz ter ficado assustado com os preços. “A mudança foi bastante brusca e aumentou demais. Fica complicado para o consumidor. Tanto o tomate quanto a cebola são essenciais na mesa de grande parte das pessoas. Com esses preços, as pessoas vão ter que se adaptar”.

O vendedor Gilberto Rossetti tem a mesma opinião. “Tomate e cebola são os acompanhamentos clássicos do churrasco de final de semana. Mas, com esses preços, fica difícil comprar”, pondera.




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