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Primeiro-ministro chinês quer instalar fábricas e gerar empregos no Brasil

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BRUNO VILLAS BÔAS E LUCAS VETTORAZZO
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse nesta quarta-feira (20) que a China quer produzir localmente no Brasil equipamentos e produtos que o país vai precisar para a área de infraestrutura. Segundo o premiê, há conversas sobre a possibilidade de construção de uma fábrica de trens no Rio.
Li Keqiang participou na manhã desta quarta da inauguração de uma exposição de equipamentos e manufaturados chineses no armazém 3 do Porto do Rio.
Em breve discurso, sob intenso calor, o primeiro-ministro disse que o Brasil vai demandar nos próximos anos grande quantidade de equipamentos e que a China pode fornecê-los.
"Além de exportar [para o Brasil], gostaríamos de instalar fábricas e bases para produzir, gerando empregos locais", disse o primeiro-ministro chinês.
Ele disse que, mais cedo, durante visita ao MetrôRio, conversou com o governador Luiz Fernando Pezão sobre a instalação de uma fábrica de trens no Rio.
"O governador falou sobre como as pessoas estavam satisfeitas com os trens do metrô que fornecemos, de alta qualidade", explicou Li Keqiang.
Segundo ele, os acordos fechados nesta terça (19) entre China e Brasil foram entre "dois gigantes".
O evento teve a presença de empresários chineses e brasileiros, além do próprio governador do Rio.
MEGAFERROVIA ENTRE BRASIL E PERU
Dos acordos fechados entre o governo chinês e o Brasil, uma parcela envolvia negócios com a mineradora Vale.
O presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse que a construção da ferrovia transoceânica, ligando o Brasil ao Peru, traria vantagens competitivas.
"Hoje para levar minério para China precisamos contornar pelo norte ou pelo sul", explicou Ferreira.
Li Keqiang visitou a exposição e, logo em seguida, embarcou num barco da concessionária CCR Barcas, produzido na China.
OPORTUNIDADES E POLÊMICA
Em uma roda de conversa, com autoridades brasileiras e chinesas, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ver grandes oportunidades na área de equipamentos ferroviários, energia, bens de capital e automotivo.
"Devemos explorar outras áreas de manufatura e químicos para atrair investimentos ao Brasil", disse Coutinho.
Na primeira agenda no Rio, uma visita ao centro de manutenção da concessionária MetrôRio, que administra o metrô na capital, ele quebrou o protocolo e falou brevemente com a imprensa.
Ele foi questionado sobre ocorrência de trabalho análogo à escravidão em pastelarias chinesas.
"Vamos trabalhar juntos para melhorar as condições dos trabalhadores", disse.
BANCO
O Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, na sigla em inglês), maior banco do mundo em ativos, disse nesta quarta que sua unidade de leasing assinou um acordo para equipamentos marítimos de US$ 3 bilhões (R$ 9,10 bilhões) com a Petrobras, de acordo com comunicado do banco.
O documento não deu mais detalhes sobre o acordo.
A estatal já havia anunciado, no mês passado, um empréstimo de US$ 3,5 bilhões com o Banco de Desenvolvimento da China, que injetará mais US$ 5 bilhões.
Outros US$ 2 bilhões foram acertados com o China EximBank.

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