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DF lidera acesso à internet fixa; Maranhão tem menor índice no país

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JULIA BORBA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A desigualdade entre regiões e Estados brasileiros está estampada nos mais recentes dados de acesso à internet fixa. De acordo com levantamento da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), feito em março deste ano, 24,43 milhões de domicílios em todo país estão conectados. O número representa 37% do total de residências brasileiras.
No Sudeste, Sul e Centro-Oeste esses indicadores ficam acima da média, com, respectivamente, 50,4%, 42,5% e 38,4% das casas conectadas. No Nordeste e Norte a conexão só está disponível em 17% e 15,71% dos domicílios, nesta ordem.
Na comparação entre Estados, as diferenças são ainda mais gritantes: 65,5% das casas no Distrito Federal têm internet; em São Paulo, 61,6%; no Rio, 46,6%. Ao mesmo tempo, no Pará são 11,4%; no Amapá, 10,3%; e no Maranhão, apenas 9,8%.
"Os números refletem a desigualdade regional. Essa desigualdade e, principalmente, o processo mais competitivo [entre as empresas do setor] nas regiões mais industrializadas, digamos assim, acarreta esse desequilíbrio que também é observado em outros indicadores", disse o presidente da Anatel, João Rezende.
De acordo com Rezende, o elevado preço dos serviços ainda é o que afasta parte da população do mundo digital.
"Temos que ter consciência que precisamos alterar volume de tributos sobre setor de telecom, que é fundamental para a nossa inclusão digital. O país tem que ter noção dessa importância. Um esforço que tem de ser federal e também estadual", frisou.
ESTADOS
O apelo para uma menor carga tributária no setor chegou a ser feito também pelo ministro Ricardo Berzoini (Comunicações), na última terça-feira (12), durante audiência pública no Senado Federal.
O problema, segundo ele, está principalmente na esfera Estadual. Berzoini disse que o governo vem trabalhando para reduzir as diferenças regionais, mas esbarra na cobrança de ICMS, que chega a representar 40% da conta em alguns Estados e representa um empecilho nas regiões mais pobres.
Dados do Ministério das Comunicações mostram que o crescimento da internet fixa no Norte foi de 126% entre 2010 e 2014, o maior crescimento verificado no país. Já o crescimento no Nordeste foi de 107%.
Nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, os percentuais foram pouco mais modestos, 69%, 52%e 51%, no mesmo período, respectivamente.
"O crescimento é mais intenso no Norte e Nordeste, evidentemente porque a base também é menor", explicou o ministro em sua apresentação feita para os senadores.
"Existe uma demanda reprimida. As pessoas querem se integrar mais através da banda larga e não é só para entretenimento como muitos avaliam precipitadamente. É fundamentalmente uma necessidade para viabilizar negócios, demandas públicas e privadas e a integração entre pessoas físicas e jurídicas", defendeu.

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