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Economia

Imagem do Brasil melhorou, mas é preciso manter ajuste, diz BC

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EDUARDO CUCOLO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Banco Central afirmou que a imagem do Brasil entre os investidores melhorou devido às mudanças na política econômica promovidas pelo governo, que incluem alta de juros e corte de gastos.
Para a instituição, é "imprescindível" continuar com esse processo, que ajudará na recuperação do crescimento econômico a partir do segundo semestre.
"Apesar de termos melhorado um pouco nossa imagem, de estarmos fazendo nosso dever de casa, temos de estar com nossa macroeconomia em ordem e estabilizada", afirmou o diretor de Política Econômica do BC, Luiz Awazu Pereira da Silva nesta sexta-feira (15). "Para isso, não há milagre. Temos de usar uma receita conhecida, uma receita padrão."
Awazu voltou a indicar que o BC não encerrou o ciclo de alta da taxa básica de juros iniciado em 2013 e retomado no final do ano passado. Segundo ele, "a política monetária foi, está e deve manter-se vigilante para assegurar a convergência da inflação à meta de 4,5% no final de 2016".
O diretor disse que a instituição cumprirá esse objetivo "com determinação e perseverança" e que os resultados obtidos até o momento não são suficientes.
A taxa básica de juros subiu neste período de 7,25% para 13,25% ao ano. A próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) está marcada para a primeira semana de junho.
RETOMADA
Em relação ao efeito dessas mudanças sobre a atividade econômica, o diretor afirmou que o país terá neste ano um desempenho abaixo do seu potencial, mas que se espera, a partir do segundo semestre de 2015, um cenário de retomada da atividade e da confiança.
As afirmações foram feitas durante a divulgação do Boletim Regional do BC em São Paulo. No documento, a instituição afirma que a atividade econômica mostrou arrefecimento no início deste ano. Sobretudo, pelos desempenhos da produção industrial, das vendas do comércio e pelo menor crescimento do crédito, com impactos que se refletem sobre o mercado de trabalho.
"Prospectivamente, a expansão da atividade agrícola, a redução do risco de restrição hídrica, o crescimento da atividade global e perspectiva de gradual reversão da trajetória declinante dos indicadores de confiança, concorrem para atenuar os impactos decorrentes da redução na demanda doméstica ora observada", diz a instituição no boletim.

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