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Economia

'Abutres' congelam 52 mil euros da Argentina na Bélgica

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MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A Argentina informou na noite desta quinta (7) que seus credores externos congelaram 52 mil euros em fundos do país na Bélgica.
A iniciativa foi tomada pelos chamados fundos abutres, que ganharam na Justiça dos EUA o direito de cobrar US$ 1,7 bilhão da Argentina, mas o governo se recusa a pagar.
A informação sobre o bloqueio foi revelada pelo jornal "La Nación", mas o governo argentino só confirmou o confisco à noite.
"Os fundos abutres tentaram extorquir novamente a República Argentina mediante a contratação de um oficial de justiça, cuja atividade ali é privada, para que congelasse certos fundos da embaixada até chegar à soma de US$ 284.184.632", diz nota divulgada pelo Ministério da Economia.
De acordo com o informe, o governo tomou conhecimento do confisco por meio de um ofício dirigido à agência bancária que atende a embaixada.
"Não foi recebida notificação alguma por parte da chancelaria ou da Justiça belga a respeito do congelamento de 52.001,12 euros alcançados pela atuação do oficial de justiça".
O governo lembrou que os bens diplomáticos, assim como as contas bancárias de uma embaixada, têm imunidade segundo o direito internacional e não podem ser confiscados e que a Argentina "está adotando as medidas pertinentes".
"As manobras realizadas pelos fundos abutres com o objetivo de congelar certos fundos da Embaixada e da missão argentina não são mais do que um novo intento extorsivo e um claro abuso passível de ser punido nos tribunais belgas".
Mais cedo, o fundo NML, um dos chamados abutres, divulgou uma nota em que afirma que está agindo diante da recusa da Argentina em pagar.
"Diante da falta de uma saída negociada, nossos recursos incluem localizar e congelar ativos argentinos onde quer que os encontremos. A Argentina não deveria se surpreender de que a sua negativa em negociar leve seus credores a buscar fazer cumprir seus direitos".

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