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Economia

Dólar cai para R$ 3,04 antes do feriado e com ajuda de estímulos na China

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar fechou em baixa nesta segunda-feira (20), em dia de poucos negócios e em que os investidores evitaram fazer grandes movimentos de compra ou venda antes do feriado de Tiradentes, nesta terça (20).
O dólar à vista, referência no mercado financeiro, caiu 0,82%, para R$ 3,043. O dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, teve queda de 0,52%, para R$ 3,027.
O dia foi marcado por operações pontuais no mercado cambial, diz Tarcisio Joaquim, diretor de câmbio do Banco Paulista. "Houve operações com exportadoras e entrada de investimentos, o que causou a queda do dólar. Mas o dia foi fraco no mercado, pois os investidores evitaram correr o risco de alguma notícia internacional na terça-feira afetar as cotações da moeda em uma sessão sem negócios aqui", afirma.
Com o feriado, os mercados de câmbio e Bolsa ficarão fechados no Brasil.
Também contribuiu para a desvalorização do dólar a notícia de que a China lançou medidas para tentar estimular sua economia.
O banco central chinês decidiu cortar o valor que os bancos devem manter como reservas. Ao diminuir a quantia, a autoridade monetária tenta estimular a economia, ao dar mais liquidez ao país para ajudar a incentivar empréstimos bancários e combater a desaceleração do crescimento. A ideia é que o dinheiro retido pelos bancos passe a irrigar a economia.
Foi a segunda redução em dois meses. O último corte, a mais profunda redução desde o aprofundamento da crise global em 2008, mostra como o banco central está aumentando os esforços para combater uma desaceleração significativa na economia.
"A decisão de expandir a politica monetária já era esperada depois da divulgação de fracos números do PIB do primeiro trimestre na semana passada. Todavia, há um temor por parte dos investidores que movimentos mais agressivos possam indicar o quanto o governo chinês está preocupado com o enfraquecimento da economia", afirma Marco Aurélio Barbosa, analista da CM Capital Markets, em relatório.
Para Fabio Lemos, analista de renda variável da São Paulo Investments, a notícia é positiva para o Brasil. "Além de dar suporte à economia chinesa, favorece o mercado de commodities, no qual o Brasil é forte", afirma.
Das 24 principais divisas emergentes, 13 se valorizaram em relação ao dólar.
Após iniciar o dia em alta, a Bolsa fechou em baixa, pressionada pelas ações de bancos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, teve queda de 0,36%, para 53.761 pontos.
FOCUS
Economistas e instituições pesquisadas pelo Banco Central voltaram a piorar a perspectiva para a inflação neste ano, após uma trégua na semana anterior.
Agora, veem a inflação em 8,23% para 2015, contra estimativa anterior de 8,13%. Para 2016, espera-se uma inflação de 5,60%, o mesmo valor estimado na semana anterior.
A inflação é um dos principais indicadores utilizados pelo BC para determinar a taxa de juros Selic. Na próxima semana, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) se reúne para definir novamente a taxa de juros no país.
Ainda não há consenso entre os analistas em torno do aumento. Alguns veem novo aumento de 0,50 ponto percentual, o que elevaria os juros para 13,23%. Outros, porém, defendem uma alta de 0,25 ponto percentual, o que deixaria a Selic em 13%, citando eventual agravamento na desaceleração da economia brasileira.
"A leitura dos economistas é que, para trazer a inflação para dentro da meta, o Copom terá que subir os juros. A aposta mais firma é em alta de 0,50 ponto percentual", afirma Raymundo Magliano Neto, diretor-presidente da Magliano Corretora.
"O ajuste vai ser forte e vai ter impacto maior lá pelo fim do ano. Com isso, alguns economistas já começaram a rebaixar sua perspectiva para crescimento do Brasil em 2016, por causa do desemprego crescendo e de uma recessão maior que a estimada", afirma.
BOLSA
As ações da Petrobras fecharam em sentidos opostos, após a empresa ter conseguido obter um empréstimo na sexta-feira (17) e antes da divulgação do balanço auditado, prevista para a próxima quarta-feira.
A petrolífera obteve, no total, R$ 18,7 bilhões, afastando o risco de chegar ao fim do ano com o caixa no limite mínimo de US$ 10 bilhões, como previu em março, antes de realizar operações de crédito.
"O mercado achou no mínimo estranho esse empréstimo antes de sair o balanço. Se o resultado da empresa viesse bom, ficaria mais fácil para a Petrobras captar dinheiro no exterior. A dúvida que ficou foi a seguinte: será que o balanço vem tão ruim para a empresa precisar da ajuda de dois bancos do governo?", afirma Magliano Neto.
Os papéis preferenciais, mais negociados e sem direito a voto, fecharam em alta de 0,61%, para R$ 13,09. As ações ordinárias, com direito a voto, tiveram queda de 0,23%, para R$ 13,24.
A mineradora Vale também viu suas ações fecharem em sentidos contrários nesta sessão. As ações preferenciais da Vale tiveram alta de 0,27%, para R$ 14,99. Os papéis ordinários fecharam com desvalorização de 0,39%, para R$ 17,73.
As ações de banco também pressionaram em baixa o índice. Os papéis do Itaú Unibanco tiveram queda de 1,67%, para R$ 35,90. As ações do Bradesco registraram desvalorização de 0,68%, para R$ 30,59.
O dia foi marcado pelo exercício de opções sobre ações, o que costuma trazer um volume financeiro maior para o mercado acionário. O vencimento de contratos de opções sobre ações na Bolsa movimentou R$ 3,316 bilhões, de acordo com dados da BM&FBovespa, com as opções de compra respondendo pela maior parte do giro pela primeira vez em sete meses.
Do total do exercício, as opções de compra movimentaram R$ 2,389 bilhões, enquanto as opções de venda totalizaram R$ 927 milhões.

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