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Economia

Investimento externo no Brasil pode aumentar 40%

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EDUARDO CUCOLO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O valor do investimento estrangeiro direto em empresas brasileiras irá aumentar significativamente com o novo método que será usado pelo Banco Central para calcular essa entrada de recursos no Brasil.
De acordo com a instituição, somente uma das alterações, aplicada ao resultado de 2014, que será revisto, elevará esses investimentos em cerca de US$ 24 bilhões. Com isso, o valor apurado de US$ 62,5 bilhões teria um aumento de quase 40%, considerando apenas esse fator.
Pela nova metodologia, se uma subsidiária da Petrobras no exterior mandar dinheiro para a matriz no Brasil, esses recursos serão classificados como Investimento Direto no País (que pela metodologia antiga se chamava Investimento Estrangeiro Direto ou IED), na modalidade empréstimos intercompanhias (empresas do mesmo grupo).
Antes, vigorava o princípio pelo qual era indispensável identificar se a transação se dava entre matriz e subsidiária. Com isso, empréstimos entre empresas do mesmo grupo econômico eram sempre registrados na conta de IBD (Investimento Brasileiro Direto), como retorno de investimento feito no exterior.
Pela nova regra, o que interessa é que há uma empresa no exterior mandando recursos para outra que está no Brasil, não importando se são ou não do mesmo grupo nem a hierarquia entre elas.
Considerando apenas essa mudança na metodologia, que foi desenvolvida pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e já é seguida por outros países, esses recursos voltariam a cobrir integralmente o deficit externo (R$ 83,5 bilhões no ano passado), o que não acontece no Brasil desde 2012.
RANKING
Outro fator que pode elevar o Investimento Direto no País é a contabilização dos lucros que são reinvestidos no Brasil.
Esse dado chegou a ser apurado pelo BC até 1999, mas por problemas com as fontes de informações, agora resolvidos, deixou de ser contabilizado.
O BC não faz estimativas sobre o impacto dessa alteração, mas afirma que a posição do Brasil nos rankings internacionais como receptor e emissor de investimento direto poderá sofrer mudança com a nova regra, pois outros países não deixaram de incluir esses valores nesse período.
"Nesse sentido, os fluxos brasileiros de investimento direto, tanto brasileiros para o exterior quanto estrangeiros para o país, estão subestimados dada a ausência da compilação do componente de lucros reinvestidos desde 1999", diz a instituição em nota técnica sobre as mudanças.

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