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PayPal tenta fazer frente a rivais na briga por pagamentos no 'mundo real'

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SÃO PAULO, SP - Ao mesmo tempo em que se separa da gigante do comércio eletrônico eBay (cisão que será feita neste ano), o PayPal investe em tecnologias para deixar de ser uma empresa que basicamente faz pagamentos via web para implementar sistemas financeiros no mundo físico.

Segundo Jon LeBlanc, evangelista de tecnologia da empresa, cujo foco atual são vendedores on-line, desde pequenos sites até gigantes como Walmart e Best Buy, a companhia vem nos últimos dois anos priorizando sua participação em celulares e em dispositivos vestíveis, como relógios inteligentes.
O executivo fará palestra nesta sexta-feira (6) na Campus Party, evento de tecnologia que acontece nesta semana em São Paulo.

"Não é tanto separar o on-line do físico, mas combinar os dois e mudar o funcionamento do comércio off-line", diz. "Você deixar de precisar ir a um caixa pagar, não ter de levar a carteira."
Há pouco mais de um ano, a empresa lançou o Beacon, um dispositivo USB que se parece com um pendrive e que permite a comunicação entre o celular de um comprador com a loja via bluetooth.

Meses antes, a Apple havia lançado um semelhante, chamado iBeacon, restrito a lojas da empresa, que agora investe pesadamente no novo sistema Apple Pay, já em funcionamento nos EUA em parceria com American Express, MasterCard e Visa.

O Apple Pay exige do lojista a instalação de um receptor capaz de perceber um iPhone cujo dono autorizou pagamentos pelo celular.
"A tecnologia da Apple é boa, mas restrita ao iPhone, a um só cartão de crédito [cadastrado pelo usuário] e a uma pequena região", diz LeBlanc. "Além disso, é baseada no padrão NFC, comunicação de campo próximo, que não permite que o pagamento seja feito a distância."

No Brasil, o PayPal tem parceria com o app 99Taxis e alguns estabelecimentos de alimentação, como o Café Suplicy e o restaurante Le Vin, em São Paulo, para permitir o pagamento pelo aplicativo. "Buscamos parcerias locais para explorar seu conhecimento do mercado."

Outras empresas que estão na briga pelos pagamentos móveis são o Google -que ofereceu US$ 100 milhões por uma start-up do ramo, a Softcard, segundo reportagens publicadas recentemente-, a Amazon, com seu leitor de cartões de crédito Local Register, e a Square, do cofundador do Twitter Jack Dorsey.
No ano passado, quando do anúncio do Apple Pay, foram levantadas dúvidas sobre sua segurança, já que o serviço de armazenamento iCloud, da mesma empresa, havia sofrido um vazamento havia poucas semanas.

O próprio PayPal foi alvo de um ataque de hackers em 2012, mas, para LeBlanc, isso é coisa do passado. "Todo dado que passa por nosso sistema é rigorosamente criptografado e seguro."


INCLUSÃO
Durante sua palestra, LeBlanc planeja falar sobre a parcela da população mundial que não tem acesso a serviços financeiros, que é de cerca de 50%, segundo estudos da empresa. "Todo país, do primeiro ao terceiro mundo, tem esse problema", diz.
Para ele, o acesso a serviços bancários pelos onipresentes celulares impede a exploração de populações carentes por agiotas ou monopólios bancários e dá acesso a possibilidades como compras a prestação e on-line, além de ajudar o microempresário a oferecer mais meios de pagamento.

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