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Eike Batista e família têm bens bloqueados pela Justiça 

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O empresário Eike Batista, em foto de arquivo - FRED PROUSER / REUTERS  Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/eike-batista-familia-tem-bens-bloqueados-pela-justica-federal-do-rio-15247665#ixzz3Qrol2vpU  © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
O empresário Eike Batista, em foto de arquivo - FRED PROUSER / REUTERS Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/eike-batista-familia-tem-bens-bloqueados-pela-justica-federal-do-rio-15247665#ixzz3Qrol2vpU © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

RIO - O juiz federal Flávio Roberto de Souza ordenou na noite desta quarta-feira o bloqueio de bens do empresário Eike Batista, de seus dois filhos mais velhos, de sua ex-mulher Luma de Oliveira e da mãe de seu terceiro filho, Flávia Sampaio. A ordem determina o bloqueio de R$ 1,5 bilhão de Eike, Thor, Olin, Luma e Flávia.

O juiz também ordenou o bloqueio de um barco e de aeronaves do empresário, fundador das empresas x, e requereu informações de suas contas bancárias.

De acordo com o documento judicial, os dois filhos mais velhos de Eike, além de Luma e Flávia, foram beneficiados com doações do empresário. A assessoria de imprensa da Justiça Federal no Rio não comentou o caso. Os advogados de Eike foram procurados pela Bloomberg, mas não responderam ao contato.

No final de janeiro, Eike Batista renunciou aos cargos de presidente e membro do Conselho de Administração da OGPar, controladora da OGX, que está em recuperação judicial. A saída do empresário foi oficialmente tratada como um movimento esperado. Eike é réu em ação penal no Rio acusado pelos crimes de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada (insider trading). O processo de julgamento do empresário teve início em novembro de 2014, quando foi realizada a primeira audiência. Há outras ações contra o criador do Grupo X, iniciadas em São Paulo, pelos crimes de insider tranding, falsidade ideológica, indução do investidor ao erro e quadrilha ou bando.

 Eike Batista figurava como o maior bilionário do país, com patrimônio avaliado em R$ 30,26 bilhões, segundo ranking da “Forbes Brasil”. Com o agravamento da crise em suas empresas, ele deixou de fazer parte das listas de maiores bilionários do planeta. No ano passado, ele teve bens bloqueados duas vezes. Na primeira vez, no início do ano, o pedido era de até R$ 122 milhões. Em setembro, em nova operação, o objetivo era bloquear R$ 1,5 bilhão, mas só foram arrestados R$ 117 milhões, que estavam depositados em debêntures (títulos de dívida). O empresário afirmou em entrevista ao GLOBO, na ocasião, que tinha patrimônio negativo de US$ 1 bilhão.

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