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Economia

Águas no Sudeste podem gerar energia por um mês, diz Pinguelli

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LUCAS VETTORAZZO
RIO DE KANEIRO, RJ - A água disponível nos reservatórios das hidrelétricas da região Sudeste, considerada a caixa-d'água do sistema, é suficiente para a geração de energia por um mês. É o que calcula o diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa.
Pinguelli enviou na semana passada uma carta ao ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, alertando para a situação e pedindo a adoção de medidas para racionalizar o consumo no país. O diretor terá uma audiência no ministério na próxima segunda-feira (9).
Em seminário "A crise hídrica e a geração de energia elétrica", promovido na tarde desta segunda pela Coppe, no Rio, Pinguelli afirmou que "já passou da hora de se adotarem medidas para redução do consumo".
Além de uma conta muito mais alta para quem consome muito, Pinguelli sugeriu, por exemplo, que se crie um mecanismo para regular a temperatura em que operam os ar-condicionados de grandes centros comerciais, com shoppings e hotéis, e também de repartições públicas.
"A medida imediata é economizar. Já passou da hora de o governo atuar na demanda. Chamar isso de racionamento é uma decisão política", disse ele que não defende por enquanto cortes de energias deliberados.
O cálculo apresentado foi feito com base em estudo do engenheiro Roberto de Araújo, diretor do instituto Ilumina, que acompanha o setor de energia. Araújo dividiu a carga, que é a demanda por energia, pelo quanto os reservatórios conseguem gerar no nível em que estão.
Araújo também acredita que as medidas que o governo venha a fazer na parte da demanda estão atrasadas. Ele defendeu a desoneração de impostos para as lâmpadas de LED, por exemplo.
Ele afirmou que há distorções que precisam ser corrigidas até para que as pessoas contribuam melhor com o sistema.
"Se a pessoa tem um painel solar no teto de casa e consome menos do que ele gerou no mês, ela ganha um crédito na distribuidora. Quando ela vai usar esse crédito, ela paga ICMS por isso. Não faz sentido pagar imposto sobre uma energia que ela mesma produziu", disse.
O presidente da consultoria PSR, Mário Veiga, defendeu uma revisão do preço da energia que é cobrado da indústria e do comércio.
Esses dois setores têm uma energia mais cara à noite, no antigo horário de pico, entre 18h e 21h.
Uma parte desses setores, a fim de driblar o alto preço, passou a utilizar geradores.
Segundo cálculo da PSR, em todo o Brasil são 9 mil MW que deixam de ser consumidos no antigo horário de pico.
Veiga sugeriu a instituição de uma tarifa mais cara no novo horário de pico, atualmente entre 14h e 16h, e negociar com quem liga o gerador a noite que passe a fazê-lo à tarde. Dessa forma, 9 mil MW poderão ser economizados no horário de maior consumo.
"A única coisa que pode fazer a diferença para chegarmos no final do ano com uma situação menos apertada é a adoção já de medidas do lado do consumo", disse Veiga.

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