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Para deputado da oposição, apagões refletem falta de planejamento do governo

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O apagão no setor elétrico que atingiu localidades de dez estados e do Distrito Federal na segunda-feira (19) é um sinal de falta de planejamento, segundo o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM). Ele anunciou que o partido vai apresentar requerimento de convocação do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, para explicar o ocorrido.

Na avaliação do parlamentar, o governo errou ao não se antecipar aos fatos. Segundo ele, a concessão de descontos na conta de luz em maio de 2013 foi um ato irresponsável da presidente Dilma Rousseff. "Quando deveria estar pedindo ao povo para poupar energia, ela fez o contrário: estimulou o gasto de energia. Isso é de uma irresponsabilidade total”, disse Avelino.

A intenção é convocar o ministro Eduardo Braga para esclarecer o assunto na Câmara dos Deputados e no Senado e também convidar o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino; e o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, para prestar explicações sobre a segurança do sistema energético.

Chuvas Em entrevista coletiva na terça-feira (20), o ministro de Minas e Energia leu um relatório técnico e chegou a afirmar que "Deus é brasileiro e vai fazer chover e aliviar a situação dos reservatórios de água no Sudeste".

De acordo com Eduardo Braga, se não houvesse atraso em obras de grandes hidrelétricas na Região Norte, como Belo Monte e Jirau, a situação seria diferente.

Ele afirmou que parte das dificuldades no setor elétrico se deve à falta de chuvas nos últimos dois anos, mas, segundo o deputado José Guimarães (PT-CE), vice-líder do governo, a ausência de chuva não influenciou o apagão.

"Temos de desconstituir essa ideia de que estamos entregues à vontade de Deus, que se não tiver chuva teremos apagão. Isso não tem o menor fundamento técnico”, declarou.

Problema “pontual” Para José Guimarães, o corte de energia na segunda-feira foi uma “questão pontual”, que não significa que o País viverá sucessivos apagões. “Foi uma coisa localizada e o governo já tomou todas as providências”, sustentou o vice-líder.

O ministro de Minas e Energia anunciou que haverá reforços no sistema, vindos de Itaipu e de usinas térmicas da Petrobras que estavam em manutenção.

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