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Construtoras reclamam de atrasos nos repasses do Minha Casa, Minha Vida

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SÃO PAULO, SP - O governo continua atrasando os repasses devidos às construtoras que operam no programa Minha Casa Minha Vida, de acordo com o Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). 

Segundo a entidade, as construtoras com obras contratadas do programa receberam entre 26 de dezembro e 2 de janeiro somente uma parcela dos valores referentes a dezembro. 

"Foi possível pagar o 13º salário dos trabalhadores ainda em 2014. Mas esses atrasos têm se tornado recorrentes e geram insegurança crescente, porque não temos garantia do que vem pela frente", diz o vice-presidente de Habitação Popular do Sinduscon, Ronaldo Cury. 

O Sinduscon diz que os atrasos nos pagamentos começaram em outubro de 2013. As empresas do setor esperam se reunir com o novo ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSB), e com a equipe econômica do governo para tratar das regras da fase 3 do Minha Casa, Minha Vida. 

Procurado pela Folha de S.Paulo, o Ministério das Cidades não havia se pronunciado sobre o assunto até o início da tarde desta terça-feira (13). 


EXPECTATIVA 

Para seu novo mandato, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou que a meta do governo é contratar 3 milhões de novas unidades habitacionais até o final de 2018. 

Presidente da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), Walter Cover estima que cerca de 7% das vendas de materiais de construção em 2014 foram para as unidades construídas por meio do Minha Casa, Minha Vida. 

"O setor conta com o aumento no ritmo de construção da fase 3 do programa para aumentar a venda de materiais de construção. Se for aprovada a construção de 600 mil casas neste ano, acho que as vendas em 2015 podem chegar a 10% do total esperado para o setor." 

Segundo reportagem publicada nesta terça-feira pela Folha de S.Paulo, analisado de forma mais detalhada, o corte de verbas para os ministérios promovido pelo governo Dilma ameaça também o Minha Casa, Minha Vida, iniciativa tida como prioritária pela administração petista. 

Para Cover, apesar da sinalização de redução de despesas dada pela nova equipe econômica de Dilma, a expectativa dos empresários da construção civil é que o programa ajude a melhorar os resultados do setor em 2015, após um 2014 de queda de cerca de 6% nas vendas. 

"O programa é uma maneira de melhorar os resultados das vendas, e as mudanças anunciadas na economia podem fazer com que os empresários invistam mais", diz.




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