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A pedido do governo, Aneel adia pagamento bilionário do setor elétrico

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BRASÍLIA, DF - A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta segunda-feira (12) o adiamento da data para pagamento de uma conta bilionária do setor elétrico. 

O motivo da decisão é um pedido claro do governo, já que o Planalto, o Ministério de Minas Energia e o Ministério da Fazenda ainda discutem uma solução para o caso. 

O vencimento estava previsto para esta terça-feira (13), mas, após a decisão, ele foi adiado para a última sexta-feira de janeiro, dia 30. 

As distribuidoras que estão comprando energia extra desde o início de 2014 para atender seus clientes devem ter de pagar R$ 2,5 bilhões apenas nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. O valor ainda corresponde a pendências do ano passado. 

Como as empresas alegam não ter esse montante em caixa para honrar os compromissos, elas tiveram de pedir socorro ao governo.

O mesmo pedido de ajuda já foi feito outras duas vezes no ano passado, quando elas conseguiram um aporte do Tesouro, de R$ 1,2 bilhão e dois empréstimos bancários, que somam R$ 17,8 bilhões. 


BILHÕES 

Desta vez, o pedido de socorro ocorreu em dezembro, tendo em vista o pagamento do dia 13 de janeiro, estimado em R$ 1,6 bilhão. 

O governo passou a estudar, então, o intermédio de um novo empréstimo bancário, desta vez exclusivo com instituições financeiras públicas. 

Como o acordo ainda não foi aprovado/firmado, a data precisou ser adiada para permitir a conclusão dessas negociações. 

Na decisão da agência, foi adiado o pagamento de pouco mais de R$ 1,54 bilhão, que é o valor dos contratos de curto prazo. 

Os R$ 600 milhões restantes correspondem a contratos bilaterais, que não necessariamente vencerão nesta terça-feira (13). 

Para estes casos, as distribuidoras terão de pagar com seu próprio caixa ou simplesmente dar calote nas geradoras, caso não possam pagar. 

Assim que o empréstimo sair, as empresas receberão os R$ 1,6 bilhão integralmente. 

Já para o mês de fevereiro, a conta deve fechar em R$ 900 milhões. Valor que também deve ser pago pelo empréstimo. Somando assim os R$ 2,5 bilhões.

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