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Economia

Lituânia entra na zona do euro e bloco passa a ter 19 países-membros

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SÃO PAULO, SP - Com a entrada da Lituânia na zona do euro nesta quinta-feira (1º), o bloco europeu, com seus duradouros problemas econômicos, deve enfrentar uma seca de novos membros nos próximos anos.
Outros países cotados para integrar o bloco, que agora tem 19 países, devem continuar adiando seus planos, à medida que a independência monetária lhes garante liberdade para tomar medidas para proteger suas economias.
A política monetária da Polônia, por exemplo, é um dos motivos apontados para o fato de o país ter sido o único da União Europeia a ter evitado uma recessão desde o início da crise da dívida, em 2009, com a descoberta da falsificação de dados das contas públicas pela Grécia.
Em tempos mais auspiciosos, uma das contrapartidas para compartilhar o euro seria poder aumentar o comércio com o bloco.
Esse cenário, porém, já não é uma realidade há alguns anos e as previsões para 2015 estão longe de ser otimistas.
CRESCIMENTO
O FMI estima que o bloco tenha crescido 0,8% no ano passado e que vai ter expansão de 1,3% neste ano, mas a diretora-gerente do Fundo, Christine Lagarde, já disse que não são pequenas as chances de a região afundar na recessão mais uma vez.
O desafio mais claro da zona do euro é a inflação baixa. Há praticamente dois anos o índice de preços fica abaixo da meta de cerca de 2% ao ano, estabelecida pelo BCE (Banco Central Europeu). Em novembro, ficou em 0,3%, resultado igual ao de setembro e menor da história do bloco.
Ou seja, a zona do euro está muito próxima de um cenário de deflação -que já é realidade em países como Grécia e Espanha. A deflação representa um risco porque é um sinal de que os consumidores não estão dispostos a gastar.
Com os preços em queda, muitos podem adiar suas decisões de compra, esperando um novo recuo, criando um ciclo vicioso que prejudica a recuperação da economia.
Para quebrar esse ciclo, espera-se que o BCE anuncie, já neste mês, um inédito programa de compra de títulos das dívidas dos países.
DESAFIO GREGO
Um outro desafio é o cenário político na Grécia. O governo e o Parlamento local vão ser dissolvidos, e eleições devem ocorrer no dia 25.
O cenário assusta a Europa, pois o partido favorito nas pesquisas, a esquerda radical Syriza, é contra o programa de resgate e as medidas de austeridade impostos aos gregos para receber pacote de 240 bilhões de euros nos últimos anos.

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