Economia

Consumidor procura menos crédito neste ano

Da Redação ·
 Consumidor procura menos crédito neste ano
fonte: Divulgação
Consumidor procura menos crédito neste ano

O brasileiro ainda quer grana emprestada para consumir, mas ele tem procurado cada vez menos se enfiar em um financiamento. Uma pesquisa da empresa de análise de crédito Serasa Experian mostrou que a demanda do consumidor por crédito cresceu 13,7% no primeiro semestre. O número é menor do que o visto nos semestres anteriores - alta de 16,6% na primeira metade de 2010 e de 16,2% na segunda.
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As famílias de baixa renda, com salários de até R$ 50 por mês, foram as que mais procuraram dinheiro emprestado nestes seis meses. A procura aumentou 34,8% entre janeiro e junho na comparação com o começo de 2010, segundo o levantamento da Serasa divulgado nesta sexta-feira (8).

Em segundo lugar, aparecem os consumidores que ganham entre R$ 5.000 e R$ 10 mil por mês (alta de 19,2%).

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O ritmo de procura por empréstimos e financiamentos foi menor entre as famílias que ganham de R$ 1.000 a R$ 2.000 (alta de apenas 7,2%).

Essa desaceleração é um dos resultados das medidas adotadas pelo governo para controlar a inflação. Desde o final do ano passado, o BC (Banco Central) promoveu mudanças nos compulsórios (que é a grana que os bancos são obrigados a deixar depositada no BC) para empréstimos de longo prazo, aumentos das taxas de juros e reajuste da cobrança do IOF para compras no exterior.

Em junho, a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou para o menor nível em dez meses ao ficar em 0,15% na comparação com maio. Mas a grande preocupação é o número que compara o aumento de preços no mês passado com o mesmo mês de 2010.

Nesse quesito, o IPCA ficou em 6,71% nos 12 meses que vão de julho de 2010 a junho deste ano. Esse é o maior valor desde 2005. O problema é que a meta oficial de inflação do governo é de 4,5% para este ano, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que pode chegar a 2,5% ou subir a 6,5%.