Economia

FGV: retorno de imóvel comercial é de 5% no trimestre

Da Redação ·
A taxa de retorno de investimentos em imóveis comerciais no Brasil no primeiro trimestre foi de 5% em relação ao último trimestre do ano passado, de acordo com o Índice Geral do Mercado Imobiliário - Comercial (IGMI-C), divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em fevereiro, quando o indicador foi lançado, a FGV informou a série histórica dos últimos dez anos do índice e, hoje, apresenta o seu primeiro levantamento trimestral. Para o cálculo do indicador, os pesquisadores reuniram despesas operacionais, receitas totais, investimentos e vendas de imóveis, fornecidos por um grupo de empresas dos setores financeiro e imobiliário e de fundos de pensão, que são parceiros. O universo da pesquisa foi de 212 imóveis, entre escritórios comerciais, shopping centers, estabelecimentos comerciais, hotéis, imóveis industriais e de logística distribuídos em todo o País. A maior concentração desses imóveis, porém, está em São Paulo (37% do total) e no Rio de Janeiro (26%). A partir desses dados foi mensurada a taxa de retorno do capital investido, que no primeiro trimestre ficou em 3,2%, e a taxa de retorno de renda (receita com aluguel, por exemplo), que aumentou 1,8%. Com a combinação desses dois resultados se obtém o IGMI-C de 5%. Nesta edição, o universo da pesquisa foi ampliado, uma vez que no lançamento, o índice contava com 190 imóveis. Por isso, as informações do quarto trimestre foram atualizadas. "A ampliação da amostra não gerou mudanças no índice, apenas uma atualização dos números do trimestre anterior na série histórica, mas o objetivo é não promover mais revisões", explica Paulo Picchetti, pesquisador responsável pelo levantamento. Pelo índice anualizado, entre janeiro e março a taxa de retorno medida pelo IGMI-C ficou em 23,7%. Segundo a série histórica, no ano de 2010 a rentabilidade de empreendimentos comerciais foi de 25,5%, e superou 600% na década. Com periodicidade trimestral, o IGMI-C pretende retratar da forma mais abrangente possível a evolução da valorização dos preços e dos rendimentos de imóveis comerciais em todo o País. "Por ser um indicador novo estamos longe de ter um modelo de projeções, ainda não temos como apontar tendências. Nosso objetivo por enquanto é criar uma medida que não existia", afirma Picchetti. Com relação aos imóveis residenciais, o pesquisador revela que os estudos prosseguem e a expectativa é de que seja lançado um indicador específico para o segmento já no próximo ano.
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