Economia

OCDE: crescimento de Brasil e Índia será mais lento

Da Redação ·
As maiores economias do mundo tendem a crescer a velocidades diferentes, com EUA, Alemanha e Rússia apresentando desempenho forte, enquanto Brasil, Itália e Índia deverão experimentar crescimento mais lento. As informações constam de dados sobre os indicadores antecedentes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo a organização, com sede em Paris, o indicador antecedente de atividade econômica de seus 34 membros subiu para 103,2 em março, ante 103,0 em fevereiro, sinalizando que o crescimento entre as economias desenvolvidas como um todo vai se acelerar. No entanto, algumas economias desenvolvidas e em desenvolvimento ficarão para trás, apresentando crescimento abaixo da tendência de longo prazo. "Os indicadores antecedentes compostos (...) estão apontando para certa divergência no ritmo da atividade econômica entre as maiores economias", disse a OCDE. "Os indicadores para Brasil, Itália e Índia estão apontando para desaceleração na atividade na atividade econômica em relação à tendência", acrescentou. O indicador antecedente para o Brasil caiu de 99,0 em fevereiro para 98,4 em março, enquanto o da Itália diminuiu de 102,0 para 101,5 e o da Índia recuou de 99,7 em fevereiro para 99,4 em março. Por outro lado, o indicador para os EUA subiu de 103,1 para 103,4, o da Alemanha aumentou de 104,9 para 105,0 e o da Rússia avançou de 104,9 para 105,0. A OCDE afirmou que, considerando os recentes eventos no Japão, foi impossível calcular o indicador antecedente para o país. Com relação ao Reino Unido e à França, os indicadores sugerem que o crescimento será "lento, mas estável", enquanto os dados para China e Canadá "sinalizam recuperação da velocidade". Os indicadores antecedentes da OCDE são destinados a fornecer sinais prévios sobre pontos de virada entre a expansão e a desaceleração da atividade econômica. Eles são baseados em uma ampla variedade de dados que têm um histórico de sinalização de mudanças na economia. As informações são da Dow Jones.
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