Economia

Fenabrave vai rever projeção de venda de veículos no ano

Da Redação ·
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) deve rever em junho a projeção de vendas de veículos para 2011, projetando um número menor que o atual. Atualmente, a expectativa é de um crescimento de 5,20% nas vendas de automóveis comerciais leves, caminhões, ônibus e motos no mercado interno neste ano ante 2010, totalizando 5.595.722 unidades. Considerando-se apenas automóveis e comerciais leves, a Fenabrave espera um aumento de 4,20% nas vendas de 2011, para 3.468.995 unidades. De acordo com o presidente da Fenabrave, Sergio Reze, as vendas do mês de abril já indicam uma tendência de queda em todos os segmentos, inclusive de caminhões, cujo mercado estava mais aquecido, e motos, que vinha registrando uma retomada. "As vendas tendem a se estabilizar nos próximos meses e devemos registrar neste ano um crescimento bem moderado. Não se assustem se o crescimento for menor do que aquele que projetamos agora, porque ainda assim será um crescimento", disse. Reze explicou que as medidas macroprudenciais adotadas pelo governo para reduzir a demanda têm tido impacto nas vendas do setor. Segundo ele, não foi o consumidor que esgotou sua capacidade de crédito, mas sim o governo que reduziu prazos de financiamento, aumentou o valor de entrada da compra e aumentou a alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os financiamentos de 1,5% para 3,0% ao ano. "O governo conseguiu alcançar dois objetivos: reduzir o ímpeto de crescimento do setor e reforçar o caixa. Com o aumento do IOF, o governo criou uma nova CPMF sem nem precisar de uma lei para isso", afirmou, referindo-se à antiga contribuição que incidia sobre as operações financeiras. No mês de abril, as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus sofreram uma redução de 5,54% em comparação com março e totalizaram 289.213 unidades. De acordo com Reze, essa queda está relacionada ao menor número de dias úteis em abril ante março. Não fosse essa diferença de dois dias, segundo ele, as vendas teriam aumentando cerca de 3%.
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