Economia

Gasolina volta a subir nos postos

Da Redação ·
Preço da gasolina e do diesel será aumentado a partir de amanhã nas refinarias, mas reajuste não necessariamente chegará ao consumidor  (Rovena Rosa/Agência Brasil)
fonte: Sérgio Rodrigo
Preço da gasolina e do diesel será aumentado a partir de amanhã nas refinarias, mas reajuste não necessariamente chegará ao consumidor (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Postos de Apucarana voltaram a reajustar a gasolina nas bombas. A escassez do produto tem pressionado os preços. Alguns estabelecimentos admitem dificuldades de compra e já chegaram a ficar sem produto. A situação fez o litro do combustível subir R$ 0,10 apenas nesta semana, e há postos cobrando R$ 2,89. A indefinição do mercado tem feito o setor a prever novos aumentos. O produto já subiu mais de 12% em um mês. No início de março o combustível era encontrado por até R$ 2,559 em alguns estabelecimentos.

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Segundo o vice-presidente do Sindicombustíveis-PR e representante dos postos na região Norte do Paraná, Durval Garcia, a escassez da gasolina é justificada pela migração dos donos de carros flex para a gasolina e por problema nas refinaria de Araucária, que estaria há 30 dias parada, obrigando as distribuidoras a buscar gasolina com caminhões direto nas refinarias de Paulínia (RJ) e Rio Grande (RS). Por conta disso, as empresas estariam repassando o aumento no custo dos fretes para o produto. “A informação recebida há 30 dias era que em 45 dias a refinaria voltaria a produzir normalmente. No entanto, não sabemos se isso realmente acontecerá”, assinala.

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Garcia ressalta ainda que o mercado está totalmente indefinido. “Os problemas com a produção de etanol têm levado o governo a importar etanol dos Estados Unidos para tentar conter a escalada de preços dos combustíveis. No entanto, o produto vem mais caro e com mais água”, critica. Ele lembra que em março do ano passado o governo reduziu de 25% para 20% o álcool na gasolina, visando elevar os estoques de etanol. “Apesar de atrasada, a decisão que deveria ter sido tomada em novembro quando os preços começaram a subir, impediu um aumento tão expressivo do produto. Neste ano, o governo ainda não anunciou a redução”, observa.


O governo federal, que vem descartando alterar essa mistura, espera que a escalada dos preços do combustível termine em até 20 dias, conforme avance a colheita da cana. No entanto, Garcia diz que a chuva do final de semana voltou a atrasar a colheita, o que pode adiar por mais tempo a redução dos preços do etanol nas bombas.

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Etanol ainda tem aumentos


Edson Rodrigues, responsável pelo posto Sólon de Apucarana, confirma a dificuldade do setor em comprar gasolina e admite que já chegou a ficar sem o produto aditivado. “Alguns pedidos estão sendo cancelados pela distribuidora, que não tem produto para entrega”, conta. No estabelecimento, a gasolina subiu de R$ 2,69 para R$ 2,89, ontem. O aumento também já foi repassado por outros estabelecimentos. Conforme ele, a distribuidora repassou novo aumento do etanol, mas não foi aplicado nas bombas. “Como o estoque negociado é pequeno, a compra tem sido constante e sempre vem com aumentos. Com a última alta, o produto deve ser reajustado para R$ 2,39”, conta.

Segundo ele, a venda semanal do produto tem sido de 5 mil litros, volume que era negociado diariamente. “Estamos comprando o suficiente para atender apenas a demanda, já que venda caiu muito com a migração para a gasolina”, observa. De acordo com ele, as distribuidoras têm confirmado que a tendência é de queda nos preços do etanol neste mês. No entanto, ele diz que não há informações oficiais de quando o produto começará a chegar mais barato para os postos.