Economia

Cesta básica fica mais cara em quase todas as capitais do país

Da Redação ·
O café (que subiu em 16 cidades), o óleo de soja (aumentou em 15), o tomate (encareceu em 14 cidades)  são itens básicos de consumo
fonte: N.D.
O café (que subiu em 16 cidades), o óleo de soja (aumentou em 15), o tomate (encareceu em 14 cidades) são itens básicos de consumo

A cesta básica voltou a subir em março e o preço do pacote de 13 alimentos básicos ficou maior em 14 de 17 cidades pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). São Paulo continuou com a medalha de ouro da comida cara. Por aqui, a cesta custava R$ 267,58 no mês passado.

continua após publicidade


O levantamento, divulgado nesta terça-feira (5), mostra que os preços subiram 2,45% na capital paulista. Em fevereiro, o preço da cesta estava em R$ 261,18. Em Natal, a cesta passou de R$ 221,15 para R$ 234,85 (alta de 6,19%).

Os preços subiram também em Salvador (4,90%), Vitória (4,88%), Rio de Janeiro (4,33%), Florianópolis (3,65%), Fortaleza (2,40%), Porto Alegre (1,80%), Belém (1,67%), Curitiba (1,33%), Belo Horizonte (0,87%), Goiânia (0,42%) e João Pessoa (0,33%).

continua após publicidade

Na passagem de fevereiro para março, houve queda de preços apenas em Recife (-0,77), Manaus (-0,54%) e Brasília (-0,05%).

A cesta mais barata do país é a de Aracaju (SE), onde o consumidor desembolsava R$ 192,35 para comprar a carne, o leite, o feijão, o arroz, a farinha, a batata, o tomate, o pão, o café, a banana, o açúcar, o óleo e a manteiga. É a única capital onde se paga menos de R$ 200 pelos produtos.

Os principais vilões do aumento de preço no mês passado foram o café (que subiu em 16 cidades), o óleo de soja (aumentou em 15), o tomate (encareceu em 14), a manteiga (teve alta em 12), a carne (registrou aumento em 11) e o feijão (cujo preço ficou maior em 10). As maiores reduções ocorreram no preço do arroz, do pão e da banana.

continua após publicidade

Na comparação com março do ano passado, os preços continuam muito mais altos. Em todas as cidades os preços ficaram maiores, com destaque para a variação de Fortaleza (quase 20% de aumento), em Natal (quase 18%) e em Goiânia (17,2%).

Em um ano, seis produtos responderam pelo encarecimento do pacote: a carne, o leite, o café e o óleo de soja subiram em todas as cidades; o feijão e o pão, em 16.

Quatro salários mínimos

continua após publicidade

Considerando o preço da cesta básica na capital mais cara, ou seja, São Paulo, o trabalhador precisaria ter um salário mínimo de R$ 2.247,94 para suprir suas despesas e as da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, como manda a lei.

O valor corresponde a 4,12 vezes o mínimo em vigor, de R$ 540. Em fevereiro, o mínimo deveria ter sido de R$ 2.194,18. Em março de 2010, o valor era de 2.159,65 (4,23 vezes o mínimo da época de R$ 510).


Para comprar os alimentos essenciais, um trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir, em fevereiro, na média das 17 capitais, jornada de 96 horas e 13 minutos, cerca de uma hora a mais que no mês anterior, que era de 95 horas e 09 minutos. Em março de 2010, a jornada exigida era de 94 horas e 38 minutos.