Economia

Polo pretende lucrar com a Copa

Da Redação ·
  Empresa de confecções devem começar a contratar mais funcionários para atender aumento da produção de material alusivo para a Copa de 2014
fonte: Delair Garcia
Empresa de confecções devem começar a contratar mais funcionários para atender aumento da produção de material alusivo para a Copa de 2014

Faltando pouco mais de três anos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, empresários e empreendedores de vários setores e segmentos que não estão relacionados diretamente com a realização dos jogos já buscam oportunidades de negócios para lucrar com a competição. Este é o caso das empresas de bonés e confecções de Apucarana, que já estão com projetos para tentar junto à Fifa a liberação de licenças para a produção de material oficial da Copa.

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A iniciativa faz parte dos planos que estão sendo analisados pelas empresas ligadas ao Arranjo Produtivo Local (APL) de Bonés, visando aproveitar o ano da Copa no País. Mesmo sem a negociação de licenças, a confecção de produtos alusivos ao campeonato deve movimentar todo o setor em Apucarana, que tem uma expectativa de registrar um aumento superior a 50% nas vendas. O volume de negócios esperado é maior em relação à Copa de 2010, que gerou um crescimento de 30% a 40% no movimento das empresas.


Segundo Rodrigo Begalli, diretor do Sindicato da Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale) e coordenador de mercado da governança do Arranjo Produtivo Local (APL) de Bonés, as empresas da cidade já estão entrando em contato com compradores. Para ele, a liberação de licenças permitirá que as empresas envolvidas neste projeto tenham um retorno financeiro bem maior com a Copa. Como o custo para obtenção das licenças é alto, ele diz que o setor estuda formar um ‘pool’ de empresas. O trabalho deve ser concentrado, conforme ele, nos países da América do Sul.

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No entanto, ele admite que toda a cadeia produtiva do setor terá um grande salto nas vendas. “O aumento na produção vai acontecer de qualquer forma. A diferença é que a disputa com outras empresas na produção de produtos não oficiais será mais acirrada. De acordo com ele, a expectativa é que dentro de seis meses o setor já tenha a liberação de licenças para a Copa. “É um trabalho que precisa ser bem detalhado e fechado com antecedência, para que o setor possa se preparar”, diz.

Maior oferta de empregos

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Com cerca de 300 empresas de pequeno, médio e grande porte, o polo de confecções de Apucarana, que gera em torno de 15 mil empregos diretos e indiretos na cidade, prevê aumentar em até 20% as vagas de trabalho nos próximos dois anos para atender o aumento da produção de material para a Copa de 2014. A mesma projeção é feita para a produção, que hoje é estimada por mês em torno de 6 milhões de bonés e 2 milhões de camisetas.


Segundo Valdenilson Vado da Costa, presidente da Associação Nacional das Indústrias de Bonés, Camisetas e Brindes (Anibb), toda a economia vai ganhar com a competição sendo sediada no País. “A partir de julho as empresas já estarão dando início à produção, uma vez que o comércio deve estar preparado para a Copa com seis meses de antecedência. Para ele, a busca do setor para obter liberação de licenças é uma oportunidade muito positiva para as empresas que não trabalham neste segmento. Apesar das perspectivas de crescimento, ele admite que a China deve prejudicar o setor na produção de produtos alusivos à Copa. Segundo ele, o custo de produção mais barato dificulta a concorrência com a China.