Economia

Socorro a Portugal domina reunião de cúpula da UE

Da Redação ·
A cúpula dos líderes europeus, que ocorre hoje e amanhã em Bruxelas, está sendo dominada pelas discussões sobre um socorro a Portugal. Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, que reúne as autoridades financeiras da zona do euro, disse em entrevista a uma emissora de rádio que não pode descartar uma ajuda a Portugal e sugeriu que 75 bilhões de euros (US$ 106 bilhões) seria um montante adequado. O ministro das Finanças da Bélgica, Didier Reynder, afirmou antes da reunião que "talvez fosse conveniente dar ajuda, simplesmente porque isso permitiria a Portugal pagar menos juros sobre sua dívida enquanto o país aplica reformas, exigindo, portanto, menos esforços do povo". Até esta tarde, Portugal não havia feito um pedido formal de ajuda e é possível que o governo interino do primeiro-ministro José Sócrates, que renunciou ontem depois de o Parlamento ter rejeitado seu plano de austeridade, tente arrastar a decisão por várias semanas, até que as eleições sejam organizadas. Sócrates está em Bruxelas, mas não está claro se ele tem autoridade para negociar um pacote. Enquanto isso, as negociações sobre os fundos de resgate da região prosseguiam. O principal veículo de resgate da zona do euro, a Linha de Estabilidade financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), é apoiado por garantiras de empréstimos dos países da zona do euro. Mas a falta das salvaguardas necessárias para que o veículo tenha um rating de crédito elevado reduzem sua capacidade de empréstimo para cerca de 250 bilhões de euros, dos 440 bilhões de euros planejados. Os líderes da UE resolveram ampliar a capacidade de empréstimos para o total de 440 bilhões de euros, mas ainda precisam chegar a um acordo sobre como fazê-lo. Há resistências da Finlândia, cujo Parlamento foi dissolvido antes das eleições do próximo mês. A Finlândia é um dos seis países da zona do euro com rating máximo, AAA, o que lhe confere importância nas discussões sobre os fundos de ajuda. A Alemanha também mostrou resistência ao novo fundo de ajuda do bloco, que vai substituir o EFSF em 2013. Os ministros das Finanças concordaram que o novo fundo será formado com 80 bilhões de euros, contra os quais poderão ser levantados empréstimos maiores para os pacotes de ajuda. Mas a Alemanha, que pela fórmula dos ministros de Finanças teria de contribuir com 22 bilhões de euros, recusa-se a colocar dinheiro rapidamente. As informações são da Dow Jones.
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