Economia

Ex-Im Bank cresce menos no Brasil, diz presidente

Da Redação ·
O presidente do Banco de Importação e Exportação dos Estados Unidos (Ex-Im Bank), Fred Hochberg, admitiu hoje que o Brasil é um dos nove países considerados prioritários para a instituição, mas que também é aquele em que as relações com a instituição evoluem de forma mais lenta. Em café da manhã na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Hochberg afirmou que as nações mais importantes para o Ex-Im Bank atualmente são, além do Brasil, México, Colômbia, Turquia, Nigéria, África do Sul, Indonésia, China e Índia. "Todos estes países apresentam um crescimento rápido do PIB (Produto Interno Bruto) e uma grande necessidade de investimentos em infraestrutura", disse. "Nossa atuação cresceu muito em todos esses países, exceto no Brasil, onde os investimentos continuam os mesmos de dois anos atrás." Sem citar os períodos a que se referia, Hochberg disse que, nos últimos anos, os empréstimos do banco na Colômbia saltaram de US$ 30 milhões para US$ 5 bilhões. Na Índia, segundo ele, os financiamentos cresceram cerca de seis vezes. "Estamos aqui no Brasil porque queremos descobrir onde estão os pontos fracos da atuação do banco no país", disse o executivo. Hochberg afirmou que a instituição disponibilizou US$ 2 bilhões para investimentos da Petrobras e US$ 1 bilhão para projetos ligados à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016, além de financiamentos já aprovados para a Gol e para a TAM. "Temos a esperança de que possamos utilizar este US$ 1 bilhão para projetos de infraestrutura para a Copa e para a Olimpíada apenas como porta de entrada para as empresas brasileiras", afirmou. "Estados Unidos e Brasil são as duas maiores democracias da região, com a maior população e muitos pontos em comum."
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