Economia

Gasto com Bolsa Família aumenta PIB em R$ 23,7 bi

Da Redação ·
Governo aumenta orçamento do Bolsa Família com reajuste do benefício-imagem ilustrativa - arquivo-tnonline
fonte: Divulgação
Governo aumenta orçamento do Bolsa Família com reajuste do benefício-imagem ilustrativa - arquivo-tnonline

O governo vai gastar R$ 2,1 bilhões a mais com o reajuste que a presidenta Dilma Rousseff anunciou  ontem para o Bolsa-Família. Conhecido por fazer a economia girar, o programa social terá um orçamento da ordem de R$ 16,5 bilhões em 2011. Além de beneficiar diretamente cerca de 50 milhões de pessoas que vivem abaixo ou no limite da pobreza, o impacto no Produto Interno Bruto (PIB) é da ordem de R$ 23,7 bilhões - um retorno comparável a investimentos em commodities, de acordo com cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
 

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"O reajuste do Bolsa Família (de 19,4% em média) é uma demonstração clara de que o ajuste fiscal faz parte de um pacote de medidas pontuais, de um governo que vai readequar despesas sem interromper o processo de redistribuição de renda", afirma ao iG Márcio Pochmann, presidente do Ipea. "Além do impacto no PIB, temos ainda benefícios significativos na saúde e educação", acrescentou.
 

Exportado para pelo menos 11 países, o Bolsa Família melhora a saúde e a educação das famílias beneficiárias. O índice de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos fora escola diminui em 36%, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome. A desnutrição infantil caiu de 12,5% para 4,8% de 2003 a 2008, entre crianças menores de 5 anos atendidas pelo Bolsa Família.
 

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Estudo do Ipea divulgado em fevereiro mostra que 56% dos gastos do governo em programas sociais voltam para os cofres públicos por meio de arrecadação de impostos. Cada R$ 1 investido no programa aumenta em R$ 1,44 o PIB. O Ipea mostra ainda que o programa reduziu em três milhões o número de pessoas extremamente pobres em 2009.
 

O iG visitou recentemente Junco do Maranhão, cidade com a maior cobertura do Bolsa Família - 91,6% da população recebia o programa em setembro de 2010. Nos últimos três anos, foram abertas uma loja de eletrodomésticos, pet shop, hortifruti, padaria, lanchonete, lan house, duas farmácias, duas lojas de material de construção, dois postos de gasolina, dois pontos de atendimento bancário, alguns mercadinhos, açougues e várias lojinhas de roupas. A paisagem mudou com o comércio e a substituição de casas de pau-a-pique por alvenaria.